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Segunda-feira é o dia com maior registro de infartos. Entenda

Estudo revela principal motivo para infartos serem mais comuns nas segundas-feiras

Marília Banholzer
Marília Banholzer
Publicado em 25/07/2021 às 8:00
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Infartos são mais comuns em pessoas com mais de 45 anos - FOTO: rawpixel-com/freepik
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O seu #sextou pode lhe causar problemas cardíacos. Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) analisou mais de 173 mil internações motivadas por distúrbios cardiovasculares e mostrou que a segunda-feira é o dia mais propício para se infartar. E tem mais: é entre as 6h e o meio-dia que ocorrem 50% dos piripaques no coração.

Pelo menos 17% desse grupo pesquisado infartou na segunda-feira e o principal indicativo para esse número, segundo as análises, seria o #sextou - que vem acompanhado de um fim de semana cheio de excessos na alimentação e bebidas alcóolicas. O estudo aponta ainda que o retorno ao trabalho relacionado ao estresse às segundas-feiras é um forte gatilho para o infarto.

"A chegada da segunda-feira funciona como um gatilho, que desencadeia problemas cardíacos, como arritmias, anginas e tromboses. Isso se deve ao estresse físico e emocional provocado pela transição de um período de descanso e relaxamento para outro, de tensão e ansiedade", afirma o coordenador do estudo, o cardiologista Juan Yazlle Rocha.

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Meme "segunda-feira de novo" - REPRODUÃO INTERNET

Para além da questão do estresse, o estudo aponta que os hábitos pouco saudáveis têm forte influência para desencadear um infarto. Isso se deve principalmente aos abusos cometidos aos fins de semana, seja na alimentação, consumo de bebida alcoólica e qualidade do sono.

"Muitas pessoas ficam com a pressão mais alta no início da semana como resultado dos excessos cometidos durante a folga e isso representa uma ameaça ao coração. O controle da pressão arterial reduz em 42% o risco de derrame e 15% o risco de infarto, por isso o seu controle é tão importante”, complementa o cardiologista e gerente médico do Hospital Universitário Cajuru, José Augusto Ribas Fortes.

Outro estudo, sendo este do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), aponta que o período mais frio do ano também se mostra um risco para problemas do coração. Durante o inverno, o número de infartos cresce em torno de 30%. O cardiologista do Hospital Marcelino Champagnat, Romulo Torres, ressalta que um mal estar persistente sempre deve ser olhado com atenção.

"A covid-19 também contribuiu para que alguns pacientes que deveriam procurar atendimento médico relutassem a buscar um hospital para avaliação. Outros, não foram às consultas de rotina e interromperam as medicações e exames. Tudo isso acabou sendo mais um agravante para doenças do coração”, complementa.

Infarto no Brasil

Estima-se que no Brasil ocorra uma morte por problemas cardíacos a cada 90 segundos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Só em 2021, mais de 209 mil brasileiros já perderam a vida por doenças que afetam o coração. O infarto é a interrupção do fluxo sanguíneo para o coração, devido ao aparecimento de placas de gordura ou coágulo, que acabam provocando a morte das células do coração.

Embora possa acontecer com qualquer pessoa, acaba atingindo com maior frequência pessoas com mais de 45 anos, fumantes, que estão acima do peso, têm pressão alta, diabetes e colesterol alto, por exemplo. Entre os sintomas mais comuns estão a dor no lado esquerdo do peito, que pode irradiar para o pescoço, axila, costas, braço esquerdo ou direito, dormência ou formigamento no braço, dor de estômago, nas costas, mal estar, enjoos, tonturas, palidez, dificuldade para respirar, tosse seca e dificuldade para dormir.

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Meme "segunda-feira de novo" - FOTO:REPRODUÃO INTERNET

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