Perícia

Marília Mendonça: Perícia vai apurar problemas prévios de saúde em vítimas do acidente

Entre os procedimentos, os peritos poderão identificar se o piloto ou o copiloto tiveram algum mal súbito durante o voo, ou se alguma das vítimas tinha alguma substância estranha no organismo

Luisa Farias
Luisa Farias
Publicado em 07/11/2021 às 21:34
Perfil oficial da Polícia Civil de Minas Gerais
Caratinga/Acidente Marilia Mendonça - FOTO: Perfil oficial da Polícia Civil de Minas Gerais
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A perícia vai investigar se alguma das vítimas do acidente do avião que levava Marília Mendonça na última sexta-feira (5) tinham alguma doença preexistente. De acordo com o UOL, entre os procedimentos, os peritos poderão identificar se o piloto ou o copiloto tiveram algum mal súbito durante o voo, ou se alguma das vítimas tinha alguma substância estranha no organismo. 

Marília Mendonça, o piloto Geraldo Martins de Medeiros Júnior, o copiloto Tarciso Pessoa Viana, o produtor Henrique Ribeiro, conhecido como "Henrique Bahia" e o assessor e tio da cantora, Abicieli Silveira Dias Filho, morreram em um acidente de avião na tarde da última sexta-feira (5), na zona rural de Piedade de Caratinga, interior de Minas Gerais.

Os peritos concederam uma entrevista coletiva neste domingo (7) para dar detalhes sobre os procedimentos que serão feitos. Segundo a médica legista Vanessa Marinho, a análise anatomopatológica, uma espécie de biópsia, vai identificar alguma doença prévia as vítimas possam ter tido. 

"Os exames anatomopatológicos são feitos com várias intenções, com várias possibilidades. (...) Podem ser identificados alguma cardiopatia, algum infarto, pode ser detectado um tromboembolismo pulmonar ou cerebral, que podem corroborar com o diagnóstico na conclusão pericial final", disse a médica. 

Vanessa disse que não seria possível, a princípio, afirmar sobre a possibilidade do piloto ou o copiloto terem sofrido um mal súbito durante o voo. "Inicialmente, nós não podemos falar disso", afirmou. 

Outro exame é o toxicológico, que identifica a presença de drogas. Trata-se de um procedimento padrão em caso de acidentes fatais, segundo explica o perito criminal Sandro Chaves. "O exame toxicológico, além de dar a causa da morte, pode ajudar a esclarecer as circunstâncias. Por exemplo: em um acidente de trânsito, a gente quer saber se a vítima morreu por politraumatismo e se estava, por exemplo, sob efeito de uma substância psicotrópica", conta o perito. 

Foi esse exame que possibilitou a descoberta do caso da Cervejaria Backer, em que pelo menos 10 pessoas morreram por intoxicação por dietilenoglicol. A substância foi encontrada em lotes da cerveja. 

Análises

Foram coletados fluídos, urina e sangue das cinco vítimas. Órgãos e tecidos também serão examinados. O prazo para a conclusão dos exames gira em torno de 10 a 15 dias. 

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