Luta contra coronavírus pode durar anos, diz especialista no Congresso dos EUA

Tom Frieden liderou a resposta dos Estados Unidos ao surto de Ebola em 2014 e lidera a iniciativa internacional de saúde "Resolve to Save Lives"
AFP
Publicado em 06/05/2020 às 15:22
Mais de 100 possíveis vacinas estão sendo desenvolvidas contra o coronavírus Foto: AFP


Diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças no governo Barack Obama, o especialista Tom Frieden disse aos congressistas americanos, nesta quarta-feira (6), que a luta contra o novo coronavírus pode ser "longa e difícil" e pediu uma expansão significativa dos testes para interromper a pandemia.

Frieden afirmou ainda que o governo deve se preparar melhor para superar uma doença que devastou os Estados Unidos e grande parte do mundo. "Até que tenhamos uma vacina eficaz, a menos que algo inesperado aconteça, nosso inimigo viral estará conosco por muitos meses, ou anos", disse Frieden a um painel da Câmara de Representantes (Deputados) na primeira audiência no Congresso sobre a resposta federal à pandemia.

"Estamos apenas no começo", advertiu. Ele liderou a resposta dos Estados Unidos ao surto de Ebola em 2014 e lidera a iniciativa internacional de saúde "Resolve to Save Lives". Frieden advertiu que o número de mortes chegará a 100.000 até o final de maio, principalmente se a resposta não for substancialmente fortalecida.

Uma guerra longa e difícil

"O ponto principal é que nossa guerra contra a covid-19 será longa e difícil", resumiu. No momento em que muitos americanos estão ansiosos para voltar ao normal, e alguns estados estão reabrindo suas economias, o especialista recomendou cautela e pediu que mais fundos sejam investidos para ampliar o alcance dos testes de coronavírus, aumentar o rastreamento de contatos infectados e aumentar a capacidade de atendimento da saúde pública.

"Sem apoio sustentado, nossa saúde estará em risco evitável", afirmou. O Congresso já está negociando a próxima fase do financiamento federal, depois de aprovar US$ 3 trilhões, o que caracteriza uma ajuda sem precedentes no país para combater o coronavírus e amenizar os efeitos devastadores da paralisia econômica.

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O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Confira o passo a passo de como lavar as mãos de forma adequada

 

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