QUARENTENA

"Nós estamos prontos para isso", diz Raquel Lyra sobre Caruaru avançar no plano de reabertura

O município está em isolamento mais rígido por causa do aumento no número de casos do novo coronavírus e ainda não avançou no plano de reabertura das atividades econômicas

Ana Maria Miranda
Ana Maria Miranda
Publicado em 29/06/2020 às 14:46
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Ashlley Melo / Acervo JC Imagem
A prefeita de Caruaru voltou a criticar a decisão do Estado de endurecer ainda mais as medidas de isolamento - FOTO: Ashlley Melo / Acervo JC Imagem
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A prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, voltou a criticar a decisão do Governo de Pernambuco de endurecer ainda mais as medidas de isolamento social na cidade agrestina durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (29). "Os protocolos estão prontos, o que Caruaru esperava era avançar nas etapas de reabertura, e nós estamos prontos para isso. Vamos passar os 10 dias do isolamento mais rígido imposto pelo Governo do Estado por decreto e esperamos que a gente possa em seguida fazer a retomada das atividades da nossa economia. A gente espera que o Governo do Estado não fique aqui somente durante esses 10 dias, e sim possa fazer parte do nosso comitê de crise e acompanhar a retomada das atividades econômicas tão logo seja possível", declarou.

 

O principal dia da quarentena rígida decretada pelo Governo de Pernambuco em Caruaru aconteceu nesta segunda-feira (29), quando tradicionalmente ocorre a Feira da Sulanca na cidade. Nas últimas semanas, vendedores e compradores se aglomeraram no Parque 18 de Maio para comercializar os produtos em calçadas e malas de carro, mesmo com a atividade proibida. O movimento na feira era motivo de preocupação do governo estadual, por causa do risco de contaminação pela covid-19.

Desde a madrugada da segunda, a Polícia Militar bloqueou ruas no entorno da feira para impedir que os vendedores se instalassem na área. Algumas pessoas chegaram a comercializar na Avenida Gregório de Matos, que fica nas proximidades, mas na maioria dos ambientes havia pouca movimentação. "Graças a Deus conseguimos esse resultado, de não permitir essa aglomeração. Nós sabemos que é uma medida um pouco dura, é um sacrifício para muitas pessoas que realizam seu comércio aqui, mas uma medida extremamente necessária", avaliou o tenente coronel Saraiva, comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar.

 

Por causa da fiscalização, foi percebido um aumento no movimento do Delivery Sulanca Caruaru, criado pela prefeitura para que os feirantes possam entregar mercadorias vendidas previamente, no estacionamento do Polo Caruaru. A gestão municipal contabilizou um número de três vezes maior de entregas com relação às semanas anteriores.

Mas enquanto o reforço do policiamento na Capital do Agreste inibiu a maior parte dos sulanqueiros de comercializar de forma ilegal, a área próxima ao Moda Center Santa Cruz, em Santa Cruz do Capibaribe, foi o destino de quem queria comprar confecções. Pela manhã, havia sulanqueiros vendendo mercadorias às margens da BR-104, na entrada da cidade, e nos arredores do estacionamento do centro de compras. Os produtos eram comercializados em malas de veículos.

Cenário parecido foi visto no último domingo, dia da Feira do Jeans, em Toritama, destino de ônibus de várias cidades da região. Em Santa Cruz e Toritama, apenas as lojas de tecidos e aviamentos e o comércio atacadista estão autorizados funcionar. Mesmo sem a quarentena rígida nas outras duas cidades do Polo de Confecções do Agreste, as feiras seguem proibidas, desde o dia 18 de março.

Todo o Polo de Confecções segue incluído na lista das 85 cidades que foram barradas de avançar no Plano de Convivência com a Covid-19, já em vigor na Região Metropolitana do Recife (RMR) e no Sertão do Estado. Com o endurecimento das medidas tanto em Caruaru como Bezerros, também no Agreste, desde sexta (26), algumas atividades que já tinham sido liberadas - como as lojas de tecido e o comércio atacadista - tiveram que recuar e funcionam apenas como pontos de coleta, pelo menos até o dia 5 de julho. As atividades essenciais seguem funcionando normalmente, assim como a construção civil (50% da capacidade) e a indústria. Bares e restaurantes funcionam apenas para delivery.

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