CASO MIGUEL

Caso Miguel: veja como estão as investigações da morte do menino que caiu de prédio no Recife

Menino de cinco anos morreu ao cair de prédio de luxo na Área Central do Recife

Carolina Fonsêca
Carolina Fonsêca
Publicado em 19/06/2020 às 15:55
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Mirtes Renata, mãe de Miguel, era empregada doméstica de Sarí Corte Real, primeira-dama de Tamandaré - FOTO: REPRODUÇÃO/TWITTER
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A Polícia Civil de Pernambuco continua investigando a morte do menino Miguel Otávio, que tinha cinco anos. No último dia 2 de junho, ele caiu do 9º andar do Condomínio Píer Maurício de Nassau, localizado no bairro de São José, na área Central do Recife. Até esta sexta-feira (19), o delegado Ramon Teixeira, responsável pelo caso, ouviu depoimentos de duas pessoas que estavam no local no momento do acidente - ambas compareceram à delegacia de Santo Amaro no dia 12 de junho.

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Miguel era filho de Mirtes Renata Santana de Souza, empregada doméstica de Sarí Côrte Real, esposa do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker (PSB). Mirtes havia deixado o filho sob a responsabilidade da patroa e desceu para passear na rua com o cachorro da família. Ao voltar para o prédio, ela se deparou com o filho praticamente morto. Miguel morreu no Hospital da Restauração. Para a mãe de Miguel, faltou paciência da patroa com o filho.

Os depoimentos ouvidos pela polícia foram o da manicure identificada apenas como Eliane, que atendia Sarí em casa, no momento do acidente, e um funcionário do condomínio, o gerente de operações Thomaz Silva. 

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No dia do acidente, Sarí foi autuada em flagrante, mas não ficou presa. Pagou R$ 20 mil de fiança e foi liberada pela polícia. Ela ficou em silêncio tanto diante da polícia quanto dos jornalistas. Havia a expectativa de que a primeira-dama de Tamandaré fosse prestar depoimento na última segunda-feira (15), mas ela não compareceu. 

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Apenas Pedro Avelino, advogado de Sarí, foi à delegacia para ter acesso aos depoimentos de pessoas que já foram ouvidas pela Polícia Civil até o momento. Segundo o advogado, sua cliente foi instruída a ficar em silêncio no dia do acidente. "No dia da prisão em flagrante, ela ficou bastante surpresa e muito abalada, e recebeu uma orientação do advogado que a instruiu por telefone a permanecer em silêncio. Após a nossa contratação, colocamos à polícia que, quando achar necessário ouvir, ela está à disposição", afirmou na ocasião.

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O condomínio onde Miguel morreu já passou por três perícias desde o último dia 2 de junho. Ainda não há informações de quando os laudos serão entregues ao delegado. Em nota enviada à reportagem do Jornal do Commercio, a Polícia Civil afirmou que "segue com as investigações do caso e só irá se pronunciar após a conclusão do inquérito". 

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