Políticos criticam medida que suspende contrato de trabalho deixando empregado sem salário devido ao coronavírus

A hashtag #SemSalário foi levantada em redes sociais e teve apoio de parlamentares
Gabriela Carvalho
Publicado em 23/03/2020 às 10:00
A proposta altera a legislação trabalhista durante a pandemia e permite antecipar férias e feriados e adiar o recolhimento do FGTS Foto: MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL


A Medida Provisória (MP) 927, divulgada no domingo (22) pelo governo Jair Bolsonaro, que fixa regras para a relação entre empresas e trabalhadores durante a pandemia do novo coronavírus, foi motivo de debate nas redes sociais nessa segunda-feira (23).

 

>> Coronavírus: Bolsonaro autoriza suspensão de contrato de trabalho por 4 meses; trabalhador ficará sem salário

A MP, que autoriza que o contrato de trabalho seja suspenso por até quatro meses, sugere que o trabalhador não receba salário durante o período. A empresa, durante processo, deverá oferecer curso online ao empregado. Além disso, deve manter benefícios como o plano de saúde.

O ex-ministro e ex-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT) condenou medida apresentada e considerou MP um 'absurdo genocida'.

A deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, também desaprovou a medida. Gleisi faz comparação com medidas tomadas em outros países com a crise do coronavírus.

O vereador petista João da Costa avaliou a Medida Provisória como 'desumano'.

O vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL) foi um dos parlamentares que criticou a medida. O psolista considerou que a medida publicada vai na 'contramão da civilidade'.

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