Eleições 2022

'Se o PSB tentar nacionalizar a eleição, vai ter que justificar os investimentos federais em Pernambuco', diz Anderson Ferreira

Segundo o pré-candidato a governador, o partido de Danilo Cabral esconde investimentos federais em Pernambuco para não dar os créditos ao presidente da República

Renata Monteiro
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Renata Monteiro
Publicado em 20/04/2022 às 19:58 | Atualizado em 20/04/2022 às 19:58
Alexandre Aroeira/JC Imagem
Pré-candidato ao Governo de Pernambuco Anderson Ferreira e o Ministro do turismo Gilson Machado, visitam o JC. - FOTO: Alexandre Aroeira/JC Imagem
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Em visita ao Jornal do Commercio na tarde desta quarta-feira (20), o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PL), que é pré-candidato a governador de Pernambuco, afirmou que a sua meta é debater os problemas do Estado até a eleição, mas se por acaso algum dos seus adversários quiser nacionalizar a disputa, ele não hesitará em defender as ações do presidente Jair Bolsonaro (PL). Ex-ministro do Turismo e pré-candidato a senador, Gilson Machado (PL) também participou do encontro.

“A situação do PSB está tão complicada que se o partido tentar nacionalizar a eleição, ele vai ter que justificar todos os investimentos feitos pelo governo federal até hoje em Pernambuco. Há um monopólio do PSB tentando controlar a informação, por isso a população não toma conhecimento dessas coisas. Por isso digo que se for nacionalizar, vai ser divertido”, declarou o ex-gestor, na ocasião.

Gilson Machado corroborou com a visão de Anderson. O aliado de Bolsonaro chegou até a colocar a própria postulação em xeque, caso fique comprovado que o chefe do Executivo federal enviou menos dinheiro para Pernambuco do que outros presidentes.

“Eu renuncio amanhã à minha pré-candidatura se o governo estadual tiver recebido menos dinheiro do governo Bolsonaro do que dos anteriores. Só para o auxílio emergencial em Pernambuco foram investidos R$ 27 bilhões. Residências foram 48.713, apenas em Jaboatão foram 2.224 casas. Há 15 anos o Recife havia perdido competitividade no Porto, temos o Cais do Sertão, um equipamento belíssimo, mas o navio não encostava. Com a dragagem, custeada pelo governo federal, isso vai ser possível”, disparou Machado.

Durante o bate-papo na redação, Anderson também voltou a alfinetar membros da oposição que, segundo ele, têm feito promessas aos seus eleitores antes de apresentar a eles como a sua campanha está organizada. “Eu acho um equívoco as pessoas acharem que podem percorrer o Estado sem, de fato, uma organização de campanha. Eu não sei se é porque já estou beirando os 50 anos e tenho mais maturidade e equilíbrio para ter responsabilidade sobre o que vamos falar para as pessoas. E isso deu certo pra mim enquanto eu estava à frente da Prefeitura de Jaboatão. Eu não prometi fazer maternidade, parque, nem rua e consegui realizar tudo isso”, afirmou.

Nas últimas semanas, Miguel Coelho (UB) e Raquel Lyra (PSDB), também pré-candidatos ao governo, vêm divulgando algumas das suas primeiras promessas de campanha. O ex-prefeito de Petrolina, por exemplo, garantiu que, se eleito, irá reduzir em 30% o valor das contas de energia do Estado, através de uma redução no ICMS que incide sobre as faturas. Raquel, por sua vez, propôs a construção de cinco grandes maternidades em pontos estratégicos.

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