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Saiba como se tornar um Microempreendedor Individual (MEI)

07 / jan
Publicado por Bruno Vinícius às 11:09

De cada 100 brasileiros entre 18 e 64 anos, 36 fazem alguma atividade empreendedora, segundo a Pesquisa GEM: empreendedorismo no Brasil e no mundo 2017, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Um importante passo para quem está começando algum tipo de negócio é se formalizar como Microempreendedor Individual (MEI). O processo de cadastro é gratuito e garante benefícios como licença maternidade, auxílio-doença e aposentadoria.

 

Para poder ser enquadrado como MEI, o empreendedor informal deve ter uma renda de até R$ 81 mil anuais e, no máximo, um funcionário fixo no negócio. O processo de registro é simples e gratuito, podendo ser realizado no site http://www.portaldoempreendedor.gov.br, do governo federal. Apesar da gratuidade do registro, o sistema exige um pagamento mensal de R$ 47,70 ou R$ 48,70 (Comércio ou Indústria), R$ 52,70 (prestação de Serviços) ou R$ 53,70 (Comércio e Serviços juntos).

 

De acordo com a analista do Sebrae Zafira Peixoto, a formalização é um importante passo na conquista da imagem da empresa. “A formalização é como uma cidadania empresarial. O empresário passa a ter acesso a benefícios do INSS e a contribuir com os tributos necessários. Com ela, o empreendedor acaba comprando mais barato e vendendo também a outras empresas, que vão exigir uma nota fiscal”, afirma.

 

O Sebrae-PE oferece orientação gratuita aos empresários que pretendem se formalizar como MEI através de palestras realizadas na instituição. Outro caminho que o empreendedor pode encontrar é o Senac, que oferece cursos técnicos, livres e de extensão educacional voltados ao comércio.

 

FINANCEIRO

 

Para o também analista do Sebrae-PE, Valdir Cavalcanti, um dos desafios para o microempreendedor – além da qualificação –, é conseguir se manter estável no mercado. “A primeira dica para quem está, principalmente, começando é ter um planejamento, de vendas, de preço de produto… e também analisar se está compatível com os concorrentes”, ressalta o analista.

 

Segundo Valdir, esse planejamento vai ajudar nas esferas futuras, como na decisão se o MEI deve pedir microcrédito ou não. “O crédito é recomendado em casos de capital de giro, expansão ou ampliação do mix. Geralmente, com um plano de negócios bem definido, o empreendedor vai saber qual o momento de buscar esse crédito”, completa o analista.

 

Caso haja a necessidade, o financiamento pode ser retirado junto a instituições estaduais, municipais ou bancárias. Uma delas é o Banco do Nordeste (BNB), que possui o programa Crediamigo. “O programa atinge toda a Região Nordeste. Essa atuação vai para todo empreendedor formal ou informal que exerça a atividade há seis meses. O crédito é exclusivo para investimento no negócio, não pode ser para as finanças pessoais. No nosso leque, há créditos concedidos que variam de R$ 300 a R$ 15 mil”, explica o gerente estadual de microcrédito do BNB, Daniel Lúcio.


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