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JORNALISTA

De saída da TV Globo, Marcos Uchoa fez história no canal e levou emoção para quem ama esportes

Uchoa anunciou nessa sexta-feira (5) sua saída da emissora carioca

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 06/11/2021 às 10:48 | Atualizado em 06/11/2021 às 10:50
DIVULGAÇÃO/TV GLOBO
Marcos Uchoa deixou a Globo após 34 anos. - FOTO: DIVULGAÇÃO/TV GLOBO
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De saída da TV Globo, após quase quatro décadas na emissora, Marcos Uchoa fez história no canal dos Marinho, onde cobriu dez Jogos Olímpicos e oito Copas do Mundo, além de participar de coberturas de oito guerras. A decisão de deixar a Globo foi anunciada nessa sexta-feira (5).

Quem conhece o trabalho de Uchoa logo constata a aptidão do repórter para o trabalho que faz. Ele, porém, demorou a perceber que seria um jornalista tão bom quanto é hoje.

Ele fez um ano de sociologia e um ano de medicina, antes de se decidir pelo jornalismo, que cursou nas Faculdades Integradas Hélio Alonso. Aos 19 anos já falava inglês, francês, italiano e espanhol – e conseguiu um emprego no Hotel Sheraton do Rio atendendo aos pedidos dos quartos.

Depois de seis meses, passou em um teste para trabalhar na Air France. Chegou a ficar em dúvida entre qual carreira seguir. Como viajava muito durante as férias, perdia aulas na faculdade. Mas acabou fazendo um concurso e começou a trabalhar na TV Manchete, que estava começando em 1983. Passou um tempo conciliando as duas funções, o que lhe ajudou a se destacar no jornalismo.

Apesar de jovem, Uchoa conhecia vários países e falava línguas e, por isso, foi escolhido pela TV Manchete para participar da cobertura dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. Ele só tinha cinco meses de televisão.

Dois anos depois, em 1986, foi para a Copa do Mundo no México. Sua carreira na Air France começou a deslanchar, e ele quase largou o jornalismo, desestimulado com a TV Manchete, que enfrentava uma crise. Em 1987, apareceu uma chance de ir para a Globo, para cobrir 45 dias das férias de Isabela Scalabrini, então repórter do Esporte.

Sua primeira aparição de destaque na Globo aconteceu por acaso. Em poucos meses na emissora, Marcos Uchoa fez uma matéria para o Jornal Nacional sobre o Mundial de Motociclismo em Goiânia. Depois disso, acompanhou um treino do América no mesmo dia da apuração dos resultados do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro.

A Mangueira estava desacreditada, por isso não tinha nenhum repórter na quadra. Quando a escola foi anunciada a campeã, era Uchoa quem estava mais próximo, e ele acabou fazendo os primeiros flashes.

Com um ano de Globo, em 1988, foi para a Olimpíada de Seul. Em Barcelona (1992), realizou uma reportagem sobre o jogo de basquete entre o Brasil e o Dream Team americano.

O tempo passou, e Uchoa foi para Londres em 1996, como correspondente de Esporte. Permaneceu na função até meados de 1998, fazendo matérias sobre a Fórmula 1 e acompanhando a trajetória vencedora do tenista brasileiro Gustavo Kuerten. Nesse período, também começou a participar com mais frequência da cobertura do noticiário geral.

Pausa na carreira

De 1998 a 2000, Uchoa interrompeu sua carreira para se dedicar à família. Quando voltou ao trabalho, recontratado como repórter da editoria Geral, passou a fazer de Londres o programa Sem Fronteiras, da GloboNews, um painel semanal que analisa de maneira mais profunda os acontecimentos internacionais. Na mesma época, estreou uma coluna no Bom Dia Brasil.

No ano seguinte, voltou a cobrir os Jogos Olímpicos, dessa vez realizados em Londres. Em 2013, Uchoa acompanhou a eleição de Papa Francisco, primeiro latino-americano e primeiro jesuíta a ser nomeado pontífice. Nesse mesmo ano, ele cobriu o acidente do ex-piloto alemão, Michael Schumacher. O ex-atleta sofreu uma grave queda enquanto esquiava em Méribel, na França. No ano seguinte, fez a Liga dos Campeões da Europa e veio ao Brasil para cobrir a Copa do Mundo.

Em junho de 2015, o repórter foi ao Irã mostrar como a seleção de um regime fechado se tornou uma potência no esporte. Na Liga Mundial de Vôlei, do ano anterior, os atletas iranianos jogaram cinco vezes contra o Brasil. Ganharam três partidas.

Nas quadras, onde jogam homens e mulheres incentivados por suas barulhentas torcidas, uma curiosidade. Mulher joga, mas somente com o corpo todo coberto pelo uniforme. Dos pés à cabeça. A reportagem foi ao ar no Esporte Espetacular.

Últimas grandes coberturas

Em 2016 cobriu as Olimpíadas do Rio de Janeiro e foi até Medellin registrar o acidente com o avião da Chapecoense, que deixou 71 mortos. Marcos Uchoa mostrou o trabalho de resgate que durou cerca de 16 horas. Em 2017, acompanhou a Copa das Confederações na Rússia, que teve a Alemanha como campeã.

Na Copa do Mundo da Rússia de 2018 se destacou na cobertura de grandes partidas da competição como a semifinal entre França e Bélgica que terminou com a vitória dos franceses por 1 a 0. Mais recentemente, em 2021, cobriu os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Com informações da TV Globo.

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