Associação arrecada potes de café para auxiliar bancos de leite pernambucanos

Frascos são específicos para o armazenamento do leite materno destinado aos recém-nascidos internados em UTIs Neonatais
Do JC Online
Publicado em 03/04/2016 às 7:00
Frascos são específicos para o armazenamento do leite materno destinado aos recém-nascidos internados em UTIs Neonatais Foto: Guga Mattos/JC Imagem


Você sabia que o Brasil tem a maior rede de bancos de leite materno do mundo? Ainda assim, o País só atende 60% da demanda dos bebês que precisam de doações de leite. Atenta ao quadro, uma organização sem fins lucrativos pernambucana, a Associação Meio Ambiente Preservar e Educar (Amape), desenvolve, há seis anos, um projeto que mescla reciclagem e solidariedade para auxiliar bancos de leite de todo Estado no provimento do alimento vital para os recém-nascidos.

Com o projeto Café com Leite, a Amape arrecada e destina potes de vidro de café solúvel para instituições que contam com banco de leite em suas UTIs neonatais, como o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), por exemplo. O compartimento é específico para o armazenamento do leite doado, pois o vidro desses potes possui um revestimento de borosilicato, material resistente às altas temperaturas do processo de pasteurização do leite.

O diretor executivo da Amape, Sérgio Nascimento, acredita que a ação deve envolver toda sociedade. “Queremos sensibilizar o consumidor, empreendedores, indústrias de vidro, ONGs e Governo. A ideia é criar uma rede que incentive o cidadão a interagir com um problema social, que é o das mães que não poderem amamentar seus filhos. Vimos que os bancos de leite têm dificuldade para conseguir os potes de vidro de café solúvel, portanto, resolvemos ajudar. O pote é o instrumento que permite a mãe doar em segurança, para que, em seguida, o banco de leite proceda com a alimentação dos bebês recém-nascidos, especialmente os prematuros”, ressalta.

Um problema comum para parte desses bebês prematuros é a impossibilidade do consumo do leite materno via amamentação, já que ainda não estão aptos a sugar o alimento direto do peito da mãe. Por conta disso, permanecem em incubadoras, dependentes das doações de leite materno. Um estudo realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apontou que, anualmente, pelo menos 12% dos bebês no Brasil nascem prematuramente. 

Segundo Sérgio, em 2015, a Amape recebeu cerca de 2 mil potes. “A expectativa é que o número seja repetido esse ano. Desde o início de março, foram recebidos por volta de 100 frascos”, conta o diretor. A arrecadação dos potes é feita diretamente na associação, que fica na Estrada do Arraial, S/N, bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife. O telefone da associação é o (81) 3266.4873.


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