Todos os ritmos da Bomba do Hemetério na rota dos turistas

Bairro da Bomba do Hemetério foi o primeiro destino turístico cultural de base comunitária em área urbana do Recife
Mona Lisa Dourado
Publicado em 28/07/2019 às 6:59
Foto: NE10


Quem gosta do Carnaval do Recife já conhece um pouco da Bomba do Hemetério, na Zona Norte da cidade, sem nem se dar conta. A comunidade reúne mais de 60 grupos culturais e agremiações, entre maracatus e caboclinhos, sambas e troças, bois e reisados, afoxés, ursos e frevo, que ensaiam durante todo o ano e se apresentam em outros pontos da cidade nos dias de Momo.

Daí porque a experiência pelo bairro começa com uma recepção no Atelier Arte Plenna, do artista pernambucano Leopoldo Nóbrega, onde são oferecidas oficinas de percussão e wokshops de adereços carnavalescos e uso de turbantes, com os artesãos da Bomba. Ali também, numa breve conversa, o visitante fica sabendo de curiosidades como a origem do nome do lugar: a bomba d'água de um morador chamado Seu Hemetério, que era usada pelos vizinhos para se abastecer.

Aprende também que o bairro foi o primeiro destino turístico cultural de base comunitária em área urbana do Recife, organizado como uma estratégia de desenvolvimento local. No sábado em que estivemos lá, quem nos contou parte dessa história foi Jorge Carneiro, articulador do Polo da Bomba. Com direito a evoluções e muita música, também deram vida às manifestações culturais do bairro Luciana Trindade e Roberto Bezerra, rainha e rei do Maracatu de Pai Adão, sediado num dos terreiros mais antigos do Brasil. Quem se anima pode até viver o seu próprio dia de majestade, como fez a poetisa Elis Almeida, parte do grupo de visitantes.

Cabe no orçamento

As atividades pela Bomba custam entre R$ 15 e R$ 60. Algumas incluem acompanhar o famoso Boi Malabá, que parte da Praça Castro Alves, conhecida como Largo da Bomba, animando turistas e visitantes pelas ruas do bairro. Qualquer roteiro começa ou termina com as delícias do bairro, entre elas as do Espetinho da Ceça.

Um dos mais prósperos empreendimentos do bairro, o negócio, que começou com uma barraca na calçada, hoje ocupa dois andares. O de cima sempre com espaço para apresentações de artistas locais e convidados, além de oficinas, como a de cartonaria (capas artesanais de livros) comandada por Elissandro Damasco. Tudo regado a cerveja gelada e ao sabor dos famosos espetinhos, entre outros pratos, como a codorna assada, de lamber os dedos.

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