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Samira Rocha é o 20º nome no hall da fama do Espaço Pernambuco Imortal

A jogadora de handebol Samira Rocha recebeu a homenagem na manhã desta terça-feira, na Arena Pernambuco. Ela é a primeira representante do handebol a registrar suas mãos e assinatura no hall da fama esportivo

Gabriela Máxima
Gabriela Máxima
Publicado em 02/07/2019 às 12:53
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Gabriela Máxima/Editoria de Esportes
A jogadora de handebol Samira Rocha recebeu a homenagem na manhã desta terça-feira, na Arena Pernambuco. Ela é a primeira representante do handebol a registrar suas mãos e assinatura no hall da fama esportivo - FOTO: Gabriela Máxima/Editoria de Esportes
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A jogadora de handebol Samira Rocha entrou para o hall da fama do cenário esportivo do Estado. Na manhã desta terça-feira, Samira protagonizou a cerimônia que registrou suas mãos e assinatura no Espaço Pernambuco Imortal, localizado na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata. A jogadora contou com a presença de amigos e familiares, em especial sua filhinha Aya, que esteve no colo da mãe durante todo evento.

Samira é a 20ª atleta homenageada pelo Espaço Pernambuco Imortal. Ela se junta a nomes como Yane Marques (pentatlo moderno), Keila Costa , Cisiane Dutra (atletismo), Bárbara Micheline (futebol) e o pentacampeão mundial Rivaldo. "É uma honra de verdade poder representar meu esporte e ter uma ligação tão forte com meu nome e com o handebol. É uma honra quando as pessoas associam o esporte a pessoa Samira. Esse é o reconhecimento do que eu fiz e vou continuar fazendo pelo handebol pernambucano", observou a jogadora.

Em seu currículo, Samira apresenta títulos dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (2011), mundial na Sérvia (2013), dos Campeonatos Pan-Americano de Cuba e Buenos Aires (2015 e 2017), além da participação nas Olimpíadas de Londres, em 2012 e, Rio de Janeiro, em 2016. Agora, abastecida de recordações e homenagens, a pernambucana retorna para a Hungria para voltar aos treinamentos e competições. 

A viagem será nesta quarta-feira. E já na próxima segunda-feira, ela volta a treinar no Kisvárda para readquirir condicionamento físico e, posteriormente, pensar em competições e na seleção brasileira. "Estou parada há um ano e sete meses e sei que vou morrer nos treinos, mas estou muito ansiosa para me reencontrar como atleta. Sei que vai ser difícil voltar e ainda ter que dar conta da minha filha. É uma experiência nova. É a mesma coisa porque estou voltando para o mesmo clube, mas de um jeitinho diferente", comentou. "A minha filha vai vir como uma força para tudo dentro de quadra, fora de quadra. Para treinar. Vou treinar e jogar por ela. Quero que ela me veja jogando", completou. 

O OLHAR DO TREINADOR

Treinador responsável pela formação esportiva de Samira, Cristiano Rocha acompanhou a cerimônia na Arena Pernambuco e falou sobre sua pupila, cheio de emoção. 

"Ela foi super bem quando falou que esse momento transcende a pessoa. Esse é um evento que imortaliza a modalidade. O handebol entra para um espaço desse com tantos nomes importantes do esporte pernambucano. Nada melhor do que a figura de Samira para dar esse ponta pé inicial. Eu tive a honra de acompanhar a história de luta e superação dela. Ela é de uma família humilde e os pais se doaram bastante para que ela tivesse tudo isso. Que outras Samiras surjam e para mim é uma satisfação ímpar acompanhar esse momento, ainda mais especial porque  eleva o nome da modalidade", falou Cristiano, que continuou. "Em 2017 eu tive a honra de acompanhar o Campeonato Pan-Americano e entregar o prêmio MVP para ela. A gente já passou tantas emoções juntos. Eu observei essa menina ir treinar de bicicleta do Jiquiá até o Clube Português porque não tinha passagem até se transformar em uma atleta bem-sucedida, campeã mundial. Ela merece e é um exemplo sempre utilizado para inspirar novas jogadoras", finalizou.

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