Baixa popularidade de Temer é reflexo de crise herdada, diz ministro

Em setembro, o governo de Michel Temer foi avaliado como ótimo ou bom por 14% dos brasileiros e ruim ou péssimo por 39%
ABr
Publicado em 04/10/2016 às 14:20
Em setembro, o governo de Michel Temer foi avaliado como ótimo ou bom por 14% dos brasileiros e ruim ou péssimo por 39% Foto: Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, minimizou nesta terça-feira (4) os resultados da pesquisa divulgada nesta terça-feira (4) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), segundo a qual, em setembro, o governo de Michel Temer foi avaliado como ótimo ou bom por 14% dos brasileiros e ruim ou péssimo por 39%. Em junho, esses índices estavam em 13% e 39%, respectivamente. Ele comentou ainda sobre a queda de 3,8% da produção industrial, registrada em pesquisa também divulgada hoje, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o ministro, os dois levantamentos refletem ainda os efeitos da crise herdada pelo governo federal.

“Eu acho que [o resultado apontado pela pesquisa da CNI] faz parte do momento em que do Brasil está vivendo. Recebemos o país em uma crise profunda. Mas acho que já deu uma melhorada. Vamos continuar melhorando porque estamos todos empenhados para avançar, para melhorar o ambiente de negócio, gerar emprego e gerar renda”, disse o ministro no Palácio do Planalto. “Até porque, como costumo dizer, emprego é o melhor programa social”, acrescentou.

Produção industrial

Marcos Pereira disse também que esta foi a primeira queda do indicador da produção industrial, após cinco meses de alta. Foi também a queda mais intensa desde janeiro de 2012 (-4,9%).

“Avaliamos [este resultado] com certa preocupação porque estamos trabalhando e construindo para que os números voltem a cresceram”, disse o minsitro. Segundo ele, essa queda é também em consequência “da crise em que recebemos o país”, que segundo ele estava “aguda e profunda” no começo do governo Temer.

O ministro acrescentou que, com a expectativa de melhora das exportações brasileiras e, em especial, com o aumento da exportação de manufaturados essa situação deve reverter. “Acredito que até final do ano os números serão melhores. Estamos trabalhando para trazer, em até 60 dias, trabalhos visando à desburocratização [desses setores]”, acrescentou.

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