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Pernambuco destoa do País com saldo negativo de desemprego no setor de transporte em 2021

Dados são da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e têm como base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia

Roberta Soares
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Roberta Soares
Publicado em 28/05/2021 às 16:37 | Atualizado em 09/08/2021 às 16:37
FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
A maior diferença, segundo o governo de Pernambuco, será em relação ao modelo de contrato adotado até agora. Não será uma concessão comum, mas uma Parceria Público Privada (PPP), o que, na visão do Estado, garantirá recursos para o transporte público - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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Pernambuco destoou do resto do País na geração de empregos formais no setor de transporte em 2021. Teve mais desligamentos do que admissões. Perde apenas para o Rio de Janeiro, Estado que vivencia uma crise financeira no setor desde 2019, especialmente no Sistema de BRT, alvo até de uma intervenção do poder público. E, como esperado, o cenário mais crítico foi verificado no chamado transporte rodoviário de passageiros urbano, ou seja, no sistema de ônibus que atende à Região Metropolitana do Recife. O serviço intermunicipal também teve impacto, mas menor.

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O diagnóstico é apontado pelo Painel do Emprego no Transporte, publicado nesta quinta-feira (27/5) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), e que tem como base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. O levantamento aponta que, no acumulado dos últimos quatro meses, foram 328 postos de trabalhos formais a menos no setor desde o início do ano. Foram 4.267 admissões e 4.595 desligamentos. Na comparação com outras unidades da federação, o Estado está em segundo lugar no ranking do saldo negativo de empregos formais no transporte.

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Pesquisa CNT sobre desemprego no transporte em 2021 - DIVULGAÇÃO

À frente de Pernambuco no ranking negativo, apenas o Rio de Janeiro, que teve 2.836 desligamentos entre janeiro e abril de 2021. Por outro lado, o Rio gerou 13.969 admissões no mesmo período. O Estado de Alagoas é o que mais se aproxima de Pernambuco no número de desligamentos, com 327 registros. Além desses três Estados, a geração de empregos formais teve redução apenas em outras oito unidades da federação, a maioria no Nordeste e Norte do País: Sergipe, Paraíba, Piauí, Amapá, Amazonas, Acre e Espírito Santo.

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Pesquisa CNT sobre desemprego no transporte em 2021 - DIVULGAÇÃO

CENÁRIO NACIONAL É POSITIVO

Nacionalmente, o mercado de trabalho do setor de transporte segue em curva ascendente no saldo mensal resultante do número de contratações e demissões. Apesar dos efeitos da segunda onda da covid-19. Segundo a CNT, o mês de abril fechou com mais 7.255 postos de trabalho ocupados, diferença entre profissionais admitidos (58.735) e desligados (51.480). O cenário positivo se manteve no acumulado de janeiro a abril de 2021. O quadrimestre registrou um saldo positivo de 28.542 empregos formais.

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Passageiro está fugindo para o transporte individual - motocicletas, carros e aplicativos de transporte - FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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Os assaltos a ônibus têm aumentado no Estado e, principalmente, na Região Metropolitana do Recife, em 2021 - FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM

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Pesquisa CNT sobre desemprego no transporte em 2021 - DIVULGAÇÃO

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COMPRAS PELA INTERNET AQUECE TRANSPORTE DE CARGAS

Considerando o comportamento dos diferentes modais, o segmento rodoviário de cargas foi o que apresentou o melhor desempenho no acumulado de janeiro a abril. A diferença entre contratações (196.471) e demissões (150.689) ocorridas no intervalo desses quatro meses, apresentou um saldo de mais 45.782 empregos formais.

O impacto negativo no mercado de trabalho do setor continua recaindo sobre os transportes rodoviários de passageiros urbanos e o de longo curso (intermunicipais e interestaduais). Os dois acumularam de janeiro a abril um saldo negativo de 13.463 e 6.561 empregos formais, respectivamente.

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