Com covid-19 em queda no Recife, Samu tem menor média móvel de atendimentos por causas respiratórias desde o começo da pandemia

"Chegar ao dado que tivemos na terça-feira (8) mostra o avanço da vacinação, os cuidados tomados ao longo dos dois anos", diz o coordenador-geral do Samu Recife, Leonardo Gomes
Cinthya Leite
Publicado em 09/03/2022 às 15:20
PERÍODO DIFÍCIL No primeiro pico da covid-19, no mês de maio de 2020, a média móvel era de 90 atendimentos diários pelo Samu. "Absurdamente alto", relembra Leonardo Gomes Foto: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM


Os atendimentos a pacientes com sintomas respiratórios, feitos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) da Prefeitura do Recife, acompanham a queda de casos de gripe e covid-19 que ocorre na capital pernambucana. Na terça-feira (8), Samu Recife atingiu a menor média móvel, desde o início da pandemia do coronavírus em 2020, na curva de assistência por causas respiratórias - ou seja, síndrome respiratória aguda grave, conhecida pela sigla srag.

Nas últimas 24 horas, o Samu Recife recebeu 8 chamadas de pessoas com queixas de sintomas gripais. Com base nos relatos dos pacientes, o serviço enviou 6 ambulâncias para atender os casos de srag, condição considerada suspeita de covid-19 e de gripe, e encaminhar a unidades de saúde.

Ao considerar o encaminhamento de ambulâncias para quadros de srag, o Samu Recife manteve, na terça-feira (8), uma média móvel (últimos sete dias) de 6,9 envios de ambulâncias. É a menor em dois anos. O número corresponde a uma queda de quase 80%, em comparação com a segunda quinzena de dezembro de 2021, quando o Samu assistiu a uma elevação sustentada de atendimento por causas respiratórias. 

Para se visualizar a queda da média móvel em números, vale relembrar que esse indicador chegou a 33,1 (envios de ambulâncias) no dia 27 de dezembro de 2021. "Isso nos assustava. Agora, temos essa redução. Mas é importante frisar que a pandemia continua, o vírus permanece circulando", diz o médico Leonardo Gomes, coordenador-geral do Samu Metropolitano do Recife.

Ele também recorda que, no primeiro pico da covid-19, em maio de 2020, essa média móvel era de 90. "Foi o pior momento. Era um número absurdamente alto. Chegar ao dado que tivemos ontem mostra o avanço da vacinação, os cuidados tomados ao longo dos dois anos. Mas também mostra que a pandemia não acabou. Ainda há pessoas sem vacinação completa ou até mesmo sem a primeira dose. Países estão vacinando ainda de forma desigual; isso pode gerar o surgimento de novas variantes", frisa Leonardo. 

Para ele, os atuais números do Samu são animadores, mas não a necessidade de manutenção de cuidados. "O Samu fica feliz por um lado, pois sabemos que estamos avançando muito no que diz respeito ao enfrentamento à pandemia. Mas as pessoas não podem pensar que a pandemia chegou ao fim", acrescenta.  

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