Levantamento

Recife é a 2ª capital do Brasil com mais mulheres com excesso de peso

Mais da metade da população feminina do Recife está acima do peso

Marília Banholzer
Marília Banholzer
Publicado em 18/10/2021 às 6:42
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BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
O excesso de peso é diagnosticado quando o IMC alcança valor igual ou superior a 25 kg/m²; a obesidade é diagnosticada com valor de IMC igual ou superior a 30 kg/m² - FOTO: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Recife é a nona capital mais populosa do País. São mais 1.653.461 pessoas e estima-se que as mulheres representem o maior percentual, cerca 54%, enquanto os homens correspondam a 46%. É nesse universo que pesquisa do Ministério da Saúde apontam que a capital pernambucana concentra o segundo maior índice de mulheres com excesso de peso do País. É muita gente!

Se, de acordo com os dados do IBGE, o Recife tem uma população estimada de 892 mil mulheres, significa dizer que mais da metade delas está acima do peso. Os dados são da mais recente edição do levantamento da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), e os dados foram coletados em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal, em 2019.

Neste quesito de excesso de peso por sexo, Recife só perde para Manaus. A capital do Amazonas tem uma população estimada em 2,02 milhões de pessoas. Por lá, 60,8% das mulheres está acima do peso. Outro dado preocupante para as mulheres recifenses é o que mostra esse público como o terceiro mais obeso do País, empatado com Rio Branco, ambas com 23,4%. As duas cidades ficam atrás apenas de Manaus (25,7%) e Macapá (25,2%).

Mas os homens recifenses também estão sofrendo com o sobrepeso. Cerca de 60,4% dos recifenses está acima do peso. No entanto, com essa marca, o Recife fica na sexta colocação entre as capitais.  O número de homens acima do peso é maior em Campo Grande (64%), Porto Alegre (63%), Porto Velho (62%), Manaus (61%) e Natal (61%). 

Média Nacional

A pesquisa da Vigitel revela que, no conjunto das 27 cidades, a frequência de excesso de peso foi de 55,4%, sendo ligeiramente maior entre homens (57,1%) do que entre mulheres (53,9%). Entre homens, a frequência dessa condição aumentou com a idade até os 44 anos e foi maior nos estratos extremos de escolaridade. Entre as mulheres, a frequência do excesso de peso aumentou com a idade até os 64 anos e diminuiu notavelmente com o aumento da escolaridade.

De acordo com a Dra. Rosana Radominski, presidente do Departamento de Obesidade da SBEM, as mulheres por natureza têm maior adiposidade e menor massa muscular do que os homens e estas alterações são hormônio – dependente (estrogênios x testosterona). Já os homens têm maior tendência à adiposidade visceral (gordura abdominal), mesmo quando em sobrepeso. "Isto é tão ou mais preocupante que o aumento de peso nas mulheres, já que é fato a relação da obesidade visceral e doenças cardiovasculares, diabetes, dislipidemias e alta mortalidade", alerta.

Segundo o levantamento, o excesso de peso é diagnosticado quando o IMC alcança valor igual ou superior a 25 kg/m², enquanto a obesidade é diagnosticada com valor de IMC igual ou superior a 30 kg/m². Esses critérios são os utilizados pelo Vigitel para analisar as informações sobre peso e altura fornecidas pelos entrevistados.

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Ministério da Saúde - Ministério da Saúde

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