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Quanto tempo falta para Suzane von Richthofen sair da cadeia? Veja resposta dessa e outras perguntas sobre o caso

Os assassinatos de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, voltaram aos holofotes no fim de setembro com o lançamento dos filmes "A Menina que Matou os Pais" e "O Menino que Matou Meus Pais". Com isso, várias dúvidas envolvendo os homicídios, que contou com a participação da filha do casal, Suzane von Richthofen, começaram a surgir. Veja perguntas e respostas sobre o caso

Bruna Oliveira
Bruna Oliveira
Publicado em 01/10/2021 às 18:11
Foto: reprodução/SBT
De acordo com a juíza, Suzane pretendia frequentar instituição de ensino que fica em comarca diferente daquela em que cumpre a pena - FOTO: Foto: reprodução/SBT
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Os assassinatos de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, voltaram aos holofotes no fim de setembro com o lançamento dos filmes "A Menina que Matou os Pais" e "O Menino que Matou Meus Pais". Com isso, várias dúvidas envolvendo os homicídios, que contaram com a participação da filha do casal, Suzane von Richthofen, começaram a surgir. Veja perguntas e respostas sobre o caso:

Quanto tempo falta para Suzane sair da cadeia?

Suzane foi condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais. Com revisão, a pena passou para 34 anos e nove meses. A filha do casal foi presa em 2002 e está, desde 2004, na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé (SP), e obteve a progressão do regime fechado para o semiaberto em outubro de 2015. Caso a mulher permaneça cumprindo pena em regime semiaberto, ela será solta em 2036, ou seja, faltam 15 anos e dez meses.

Como a polícia descobriu que Suzana matou os pais?

Ao investigar a cena do crime, a mansão da família von Richthofen, a polícia chegou à conclusão de que os assassinatos não se tratavam de um latrocínio (roubo seguido de morte) e que provavelmente os homicídios teriam sido praticados por pessoas próximas. Vários indícios teriam os levado a pensar isso como, por exemplo, a casa não ter sinais de arrombamento e apenas o quarto do casal ser o único cômodo do imóvel a estar revirado. Os criminosos levaram 5 mil dólares e R$ 8 mil que estavam na residência.

Desconfiados, os policiais interrogaram, uma semana depois do crime, quatro pessoas: Suzane von Richthofen, Andreas Richthofen, Daniel Cravinhos e Christian Cravinhos. O interrogatório foi feito simultaneamente.

Questionado sobre ser usuário de drogas e recentemente ter comprado uma motocicleta, Christian teria dito "é, eu sabia que isso não iria dar certo". Após ser pressionado, ele confessou ter confessado o casal na companhia do irmão Daniel.

De acordo com a polícia, nesse mesmo momento outro policial indagou Daniel sobre o que teria acontecido, apresentando a versão de Christian. Nesse momento o namorado de Suzane também confessou o assassinato. A filha dos Richthofen foi a última a confessar o crime. No entanto, fez no mesmo dia que os irmãos Cravinhos.

Qual a idade de Suzane Richthofen quando matou os pais?

Quando Manfred e Marísia foram mortos pelos irmãos Cravinhos, crime planejado entre eles e Suzane, a filha do casal tinha 18 anos. Suzane nasceu em 3 de novembro de 1983 e os homicídios ocorreram em de 31 de outubro de 2002.

Quem ficou com a fortuna dos Von Richthofen?

Avaliada em cerca de R$ 11 milhões, a fortuna da família von Richthofen ficou submetida à análise da justiça. Em 2011, após o julgamento de Suzane, que ocorreu em 2006, foi decidido que a jovem era indigna de receber o patrimônio. A decisão foi oficializada em 2015.

A sentença “(...) determinou a exclusão, por indignidade, da herdeira Suzane Louise von Richthofen, relativamente aos bens deixados por seus pais, ora inventariados, defiro o pedido de adjudicação formulado pelo único herdeiro remanescente, Andreas Albert von Richthofen”, escreveu o juiz José Ernesto de Souza Bittencourt Rodrigues na época.

Onde está o irmão de Suzane?

Desde a morte trágica de Manfred e Marísia, Andreas passou a viver recluso, sob a tutela da avó, Lourdes Maganani Abdalla e o do tio, Miguel Abdalla Neto. O jovem passou a estudar em uma das melhores escolas de São Paulo e era muito protegido pela família. A avó do rapaz faleceu quatro anos depois dos assassinatos.

Em 2005, Andreas foi aprovado no vestibular para o curso de farmácia e bioquímica da Universidade de São Paulo (USP) em terceiro lugar. O rapaz também passou em outras quatro faculdades, mas optou por estudar na USP, onde era visto como um aluno excelente.

Após concluir a graduação, o filho do casal von Richthofen foi aprovado para o doutorado na Faculdade de Química, também da USP. Com isso, Andreas passou a viajar para eventos de divulgação de trabalhos desenvolvidos na instituição.

Em 2015, 12 anos após o crime, Andreas von Richthofen se pronunciou publicamente pela primeira vez e única vez sobre o crime arquitetado pela irmã Suzane. O rapaz concedeu uma entrevista e divulgou uma carta à Rádio Estadão. Nela, ele diz que o assassinato cometido pela irmã "é nojento" e defende a memória do pai de uma acusação feita pelo procurador de Justiça Nadir de Campos Junior de que o ex-funcionário da Dersa S/A mantinha contas no exterior.

@tvjornalsbt

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Apesar da promissora vida acadêmica, o trauma fez com que Andreas se entregasse ao consumo de álcool e drogas. Em 2017, aos 29 anos, ele foi abordado por policiais após pular o muro de uma residência em São Paulo. Na ocasião, o jovem dizia frases desconexas e parecia assustado. Quando questionado sobre quem ele era teria respondido “não queiram saber da minha vida.”

Andreas só foi reconhecido como o irmão de Suzane no Hospital Municipal do Campo Limpo, para o qual foi levado. O rapaz estava com a roupa rasgada e possuía escoriações e ferimentos pelo corpo, provavelmente advindas da ação de pular o muro da residência. Ele carregava consigo uma caixa de joias que continha uma medalha cunhada com o sobrenome von Richthofen.

No mesmo dia, Miguel Abdalla foi à unidade de saúde para receber os pertences do sobrinho, mas o jovem havia sido transferido para a clínica São João de Deus, especializada na recuperação de usuários de drogas e conveniada com o Sistema Único de Saúde (SUS). Andreas assumiu fazer uso de álcool e maconha, mas afirmou que, naquele dia, não havia consumido nenhuma das substâncias recentemente.

 

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