Futebol

CBF mantém decisão do juiz em jogo do Vasco e pede explicações sobre falha no VAR

A vitória do time gaúcho, por 2 a 0, foi ofuscada por reclamações e questionamentos por parte da equipe carioca quanto à uma falha do árbitro de vídeo (VAR)

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Estadão Conteúdo

Publicado em 14/02/2021 às 22:34 | Atualizado em 14/02/2021 às 22:51
O gol demorou quatro minutos para ser validado por análise da posição do volante - Vasco da Gama / Twitter / Reprodução
A CBF se manifestou na noite deste domingo sobre a polêmica da rodada, envolvendo Vasco e Internacional. A vitória do time gaúcho, por 2 a 0, foi ofuscada por reclamações e questionamentos por parte da equipe carioca quanto à uma falha do árbitro de vídeo (VAR) no lance do primeiro gol do jogo, disputado em São Januário, no Rio de Janeiro.
Em breve comunicado, a entidade disse que vai manter a decisão do juiz de campo no polêmico lance. E reiterou que o VAR fez a checagem da jogada, descartando o impedimento de Rodrigo Dourado. Na jogada, ele escorou de cabeça para as redes, após cobrança de falta na área.
O gol demorou quatro minutos para ser validado por análise da posição do volante. O VAR deu problema com "linhas descalibradas" e a decisão do campo acabou valendo. No comunicado, a CBF confirmou esta decisão.
"A Comissão Nacional de Arbitragem destaca que o lance, do primeiro gol do Internacional, mesmo assim foi checado pela equipe do VAR, não sendo constatado nenhum erro claro da arbitragem de campo. Portanto, conforme os princípios do Protocolo do VAR, foi corretamente mantida a decisão de campo de validar o gol", afirmou a CBF.
A entidade disse também que vai pedir explicações à empresa Hawk-Eye, responsável pela operação do VAR. "A Comissão solicitou à empresa Hawk-Eye, responsável pela operação dos equipamentos do VAR, esclarecimentos sobre a questão técnica que prejudicou a utilização das linhas de impedimento em um dos lances do jogo entre Vasco e Internacional, válido pelo Campeonato Brasileiro, realizado neste domingo, dia 14."
O lance do primeiro gol do Inter foi questionado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo na saída para o intervalo. Ao fim da partida, o clube carioca soltou nota para informar que pediria a anulação do confronto.
Um ofício assinado pelo presidente Jorge Salgado foi anexado à súmula do jogo, afirmando que "VAR disfuncional não anula gol do Internacional em flagrante impedimento". O documento estava com o ano de 2020 e erro no sobrenome do presidente: "Sagado".
"O que presenciamos hoje em São Januário foi mais uma repetição do ultraje que tem sido a atuação da arbitragem da CBF em nossas partidas. Pediram para retirarem uma câmera da Vasco TV, 'descalibraram' a linha e ironizaram nosso treinador dizendo que avaliariam as imagens 'de casa'. Já são 18 apitos contra o Vasco, em uma disparidade desrespeitosa em relação a qualquer outro time da competição. Estou acionando a CBF por telefone hoje para uma reunião esclarecedora. Vamos requerer na Justiça Desportiva a anulação desse jogo", declarou Jorge Salgado.
O Vasco avisou que vai reunir provas para acionar o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas dificilmente terá sucesso por causa do regulamento do Brasileirão. O protocolo da CBF diz que "quando houver qualquer problema técnico ou lance inconclusivo no VAR, prevalecerá a decisão de campo". Justamente o ocorrido diante do Inter.
 



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