A seleção feminina de vôlei do Brasil é o único time da modalidade invicto nas Olimpíadas de Tóquio. Muito do sucesso das brasileiras se deve ao talento das levantadoras Macris e Roberta. A primeira, que chegou a se lesionar durante os jogos, ficando de fora dos jogos contra o Quênia e Japão, chegando a ser dúvida para o jogo das quartas de final contra a Rússia, mas se recuperou à tempo.
Eleita a melhor jogadora do mundo na sua posição, Macris começou a jogar vôlei aos oito anos. A levantadora passou pelo São Caetano, São Bernardo, Pinheiros, Brasília e hoje atua no Minas Clube, onde é a atual campeã da Superliga.
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Atuando pelo Brasil, ela conquistou a medalha de prata na edição dos Jogos Pan-Americanos de 2015 no Canadá, além das medalhas de ouro conquistadas na última edição do Grand Prix em 2017 e no mesmo no Campeonato Sul-Anericano na Colômbia.
A camisa 8 credita muito deste seu crescimento à uma nova disciplina alimentar que adotou em 2017, quando virou vegana.
"No final de 2016, eu quebrei muitos mitos e ideias pré-concebidas que eu tinha sobre alimentação. Junto da inspiração em outros atletas veganos e também ao conhecimento de muitos documentários que mostravam a realidade do que eu sempre ignorei até então, pude ter uma conexão em relação aos animais", afirmou Macris.
A melhora no desempenho foi notada pela comissão técnica do Minas. Segundo Alexandre Ferreira Marinho, preparador físico da equipe, desde que Macris virou vegana, ela deu um salto nos números e performances nos testes e controles superando todas as outras jogadoras do time.
"O fato de ela ter se tornado vegana obviamente exige uma disciplina maior, e ela transporta isso para a prática também. Ela é bastante disciplinada com alimentação, com treino e com descanso. Em alta performance é muito importante fechar todos esses fatores, que são preponderantes para desenvolver um bom voleibol", disse Marinho.
Roberta:
Reserva imediata de Macris, Roberta segue em boa fase no ano olímpico. A levantadora comandou bem o time de Osasco, medalhista de bronze na Superliga feminina. Ela foi a 7ª melhor sacadora do torneio com 22 aces. Com o crescimento, chamou a atenção do técnico José Roberto Guimarães. Pela seleção brasileira, Roberta começou a ser nome frequente nas convocações em 2015.
Desde então, ela conquistou importantes títulos pelo time verde e amarelo como o bicampeonato do Grand Prix (16/17) e o tricampeonato sul-americano (15/17 e 19). Em 2019, ela participou do Pré-Olímpico de Uberlândia (MG) que classificou o Brasil para os Jogos de Tóquio e ajudou o Brasil a ficar com a medalha de prata na Liga das Nações.
O sucesso de Roberta fez com que equipes do exterior enxergassem a levantadora com outros olhos. O resultado disso é que a brasileira trocou o Osasco pelo LKS Commercecon Lodz da Polônia. Titular em dois jogos das Olimpíadas, por conta da lesão de Macris citada acima, ela disse se sentir preparada para o desafio.
"Estou preparada, isso é certo. Eu vim preparada e estou preparada para qualquer coisa que precise, inversão, troca direta, um momento como esse que ninguém espera. Acho que o time me sente muito bem, tenho entrado muito bem", comentou.