Programa Anjo da Guarda muda destino de quem espera por adoção

Criado em Jaboatão, ele tem como foco crianças e adolescentes fora do perfil de adoção pretendido pela maioria
JC Online
Publicado em 05/07/2016 às 19:00
Criado em Jaboatão, ele tem como foco crianças e adolescentes fora do perfil de adoção pretendido pela maioria Foto: Tato Rocha/JC Imagem


A espera por adoção para crianças que vivem em abrigos pode ser lenta e dolorosa – em alguns casos, como os das mais velhas e dos adolescentes, pode nunca acontecer. Um programa implantado pela Vara da Infância e Juventude de Jaboatão dos Guararapes tenta dar esperança aos que ainda não encontraram uma nova família e já não fazem mais parte daquelas em que nasceram. Chama-se Anjo da Guarda e completará um ano mês que vem, com muito a celebrar.

“Começamos com dois padrinhos e cinco crianças. Hoje são 31 padrinhos e 60 crianças e adolescentes beneficiados”, afirma Christiana Caribé, a juíza que idealizou o programa. 

Há três formas de apadrinhamentos: no afetivo, os padrinhos e madrinhas levam as crianças, em períodos previamente estabelecidos, para passeios e temporadas fora dos abrigos. “Não há compromisso de adoção, não é essa a proposta do programa”, ressalta a juíza. As pessoas que querem apadrinhar as crianças e não têm tempo nem pretendem criar vínculos afetivos, podem optar pelo apadrinhamento financeiro. Christiana Caribé esclarece que, nesta modalidade, a Vara da Infância não recebe dinheiro. Os padrinhos podem optar por pagar cursos de apoio ao ensino ou profissionalizantes para os afilhados. 

Atualmente, 11 pessoas escolheram o apadrinhamento profissional: elas prestam serviços de odontologia, psicologia, fotografia e ministram, por exemplo, cursos de cabeleireiro e artesanato para as crianças e adolescentes. 

A conversa da juíza Christiana Caribé com a jornalista Adriana Victor aconteceu no programa EntrePapos, da TV JC, que está disponível nas plataformas digitais do Jornal do Commercio. Na entrevista, a juíza falou também sobre os caminhos que os pretendes à adoção precisam percorrer e também sobre o programa Acolher, que orienta mães biológicas que pretender encaminhar os seus filhos para adoção. O programa tem coordenação do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Quem quiser conhecer mais ou colaborar com o programa Anjo da Guarda pode ligar para 3182-6887 e 3182-6888, ou enviar e-mail para apadrinhamento.anjodaguarda@tjpe.jus.br 

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