Jovem com superobesidade chega ao Recife nesta quinta-feira para se tratar no HC

O paraibano Carlos Antônio dos Santos Freitas tem 420 quilos, peso que tem prejudicado bastante sua qualidade de vida
Do JC Online
Publicado em 09/07/2015 às 6:00
O paraibano Carlos Antônio dos Santos Freitas tem 420 quilos, peso que tem prejudicado bastante sua qualidade de vida Foto: Portal Correio-PB/Cortesia


Muito ansioso, o paraibano Carlos Antônio dos Santos Freitas, 28 anos, deve chegar às 10h desta quinta-feira (9) ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Zona Oeste da cidade, para ser tratado da superobesidade e tentar ser submetido à cirurgia bariátrica. A ideia é eliminar parte dos seus 420 quilos – peso que tem prejudicado bastante sua vida. 

Entre Patos, na Paraíba, e o Recife, há uma distância de 370 km. Geralmente, a viagem dura cerca de cinco horas e meia, mas o trajeto percorrido pelo jovem deve chegar a quase 10 horas. “Levamos um tempo maior porque o carro vem numa velocidade muito baixa, já que Carlinhos não é um passageiro em quem conseguimos colocar cinto de segurança. Além disso, ele sente dores de coluna durante deslocamento”, diz a relações públicas da Associação Paraibana dos Bariátricos, Aderlene da Silva. Ela e demais membros da entidade, assim como a mãe do jovem, a dona de casa Cacilda dos Santos, acompanham Carlinhos, como é chamado o jovem.

Para seguirem viagem sem contratempos, a Prefeitura de Patos solicitou apoio de médicos, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros. “A Polícia Rodoviária Federal também está oferecendo suporte.”

Desde a terça-feira, Carlinhos está bastante apreensivo com a situação, segundo Cacilda. É a mãe que dedica cuidados ao jovem. Ele precisa de uma série de medicamentos prescritos para pessoas que convivem com transtornos mentais. “Ele é agitado e, às vezes, fica difícil controlar. Quando falamos que vai se tratar no Recife, ele ri e chora ao mesmo tempo”, diz Cacilda, que tem mais dois filhos. A família, de origem humilde, mora no Loteamento Vista da Serra, em Patos, e vive do Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência, concedido a Carlinhos pelo Ministério da Previdência.

“Até os 15 anos, ele não sofria tanto com o peso, mas sempre foi gordinho. Eu acho que ficou assim porque teve uma convulsão e febre muito alta aos 9 meses. Mas só foi na adolescência que passou a comer sem controle”, conta Cacilda. Em 2013, o peso de Carlinhos só fez aumentar de forma muito rápida. Em abril daquele ano, ele estava com 245 quilos. Engordou quase 200 quilos em dois anos.

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