Clássico dos Clássicos

Técnicos de Náutico e Sport querem entrar na história do Pernambucano

Márcio Goiano e Guto Ferreira podem conquistar o título inédito em ambas carreiras por Náutico e Sport, respectivamente

Davi Saboya
Davi Saboya
Publicado em 14/04/2019 às 8:24
Fotos: JC Imagem
Márcio Goiano e Guto Ferreira podem conquistar o título inédito em ambas carreiras por Náutico e Sport, respectivamente - FOTO: Fotos: JC Imagem
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Márcio Goiano e Guto Ferreira começam, neste domingo, a trocar o sonho de ser campeão pernambucano pelo doce sabor da vitória ou o amargo gosto da derrota. Só um deles vai sair vitorioso da aguardada decisão do Estadual entre Náutico e Sport, rivais desde 1909 – terceiro clássico mais antigo do País, perdendo apenas para Fluminense x Botafogo e Grêmio x Internacional. O primeiro ato da decisão será neste domingo nos Aflitos, e a volta será no domingo que vem, na Ilha do Retiro. Será o dia de um ou outro entrar na galeria dos campeões.

Uma história que tem muitos personagens ilustres, como por exemplo, Emerson Leão, Muricy Ramalho, Dorival Júnior e Vanderlei Luxemburgo. Ou então Givanildo Oliveira, Hélio dos Anjos, Nelsinho Baptista, Zé Teodoro e Roberto Fernandes. E claro, os baluartes Duque, Gentil Cardoso, Palmeira e Ênio Andrade. Todos foram campeões pernambucanos, assim como estrangeiros que fizeram história no nosso futebol, como o uruguaio Umberto Cabelli e os argentinos Dante Bianchi, Valemtim Navamuel e Alfredo Gonzalez, além do uruguaio Carlos Viola, campeão pelo Sport em 1928, ano que marca o início da figura de um treinador no comando de equipes pernambucanas.

Destes, poucos tiveram a honra de levantar o troféu tanto pelo alvirrubro como pelo rubro-negro. Esse ranking específico tem dois líderes: Palmeira e Duque. Ambos foram campeões cinco vezes. Um dos personagens mais ricos do nosso futebol (foi campeão também comandado o Santa Cruz, além de ter sido árbitro), José Mariano Carneiro Pessoa – chamado de Palmeira pelo seu porte físico –, foi tricampeão pelo Timbu em 1950/51 e 52 e bicampeão pelo Leão em 1961 e 62.

Já David Ferreira, o Duque, se confunde com o hexacampeonato alvirrubro. Foi ele o comandante em quatro das seis até hoje inédita sequência vermelha e branca. O primeiro título de Duque foi em 1964. Voltou aos Aflitos em 1966 para ganhar de novo o Estadual, façanha repetida em 1967 e 1968 – este último, no famoso gol de Ramos, na prorrogação, contra o Sport. O gol do hexa. Mas Duque também daria alegria aos rubro-negros mais tarde. Em 1975, na famosa seleção do Nordeste montada pelo presidente Jarbas Guimarães para sair da fila de 12 anos sem conquistar a taça, era Duque o treinador leonino. E a vitória foi em cima do Náutico, 1x0, nos Aflitos, gol de Assis Paraíba,

Outros quatro técnicos venceram o Campeonato Pernambucano pelos dois clubes: Gentil Cardoso (1955, pelo Sport e 1960, pelo Náutico), Orlando Fantoni (1974, pelo Náutico e 1981, pelo Sport), Ênio Andrade (1977, pelo Sport e 1984, pelo Náutico) e Mário Juliato (1980, pelo Sport e 1985, pelo Náutico).

MÁRCIO E GUTO

É nessa rica história que Márcio Goiano e Guto Ferreira querem se inserir. Para o técnico do Náutico, que foi campeão estadual pelo Sport como jogador, nos anos de 1990, a conquista seria ainda mais saborosa, pois seria seu primeiro troféu de campeão como técnico. “Os últimos anos eu tenho chegado, disputei duas finais pela Aparecidense. No Figueirense também cheguei em uma final. Mais uma vez estou tendo a oportunidade de chegar em uma final, nós sabemos das dificuldades e para todo treinador, todo título é muito importante”, declarou Márcio Goiano.

Já Guto Ferreira está em busca de seu quarto título estadual. Ele foi campeão gaúcho em 2002 pelo Internacional; catarinense em 2016 pela Chapecoense e em 2018 pelo Bahia.

“Espero que em 2019 seja o Pernambucano. A carreira do treinador e do jogador é respeitada e feita de resultados expressivos. Que resultados são esses? Os títulos. E vamos buscar esse título. Mas para isso existe um caminho a ser percorrido. São dois jogos difíceis, mas esperamos vencer”, disse Guto, que também foi campeão da Copa do Nordeste em 2017 pelo Bahia – em cima do Sport.

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