Após chacina, conflito entre detentos deixa 10 mortos em cadeia no Ceará

Responsável pelo policiamento da região afirmou que briga entre detentos deixou 10 mortos
JC Online
Publicado em 29/01/2018 às 11:40
Responsável pelo policiamento da região afirmou que briga entre detentos deixou 10 mortos Foto: Foto: WhatsApp/O POVO Online


Após a maior chacina do Ceará, que deixou 14 mortos na periferia de Fortaleza, na madrugada do último sábado (27), uma rebelião na Cadeia Pública de Itapajé, também no Ceará, deixou dez detentos mortos, na manhã desta segunda-feira (29). A informação foi confirmada pelo presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará (Copen), Cláudio Justa. Ele afirma que presidiários também morreram no conflito, mas ainda não há quantidade confirmada. As informações são do jornal O POVO.

Segundo Cláudio, a rebelião já foi controlada. "Houve troca de tiros entre os detendos em um conflito de facções decorrente da situação da chacina (das Cajazeiras) e da guerra declarada entre as duas facções", afirmou.

Os detentos que chegaram a ficar feridos foram socorridos e levados a uma unidade hospitalar do próprio munícipio. De acordo com informações da Copen, o próximo passo será realizar a transferência dos presos de uma das facções, a que tiver em menor número na unidade, para evitar a continuidade do conflito.

Aumento dos assassinatos

Os dados confirmaram que o Estado atingiu em 2017 um número recorde de homicídios em toda a história. No ano passado, foram 5.134 assassinatos, ante 3.407 em 2016. O crescimento é de 50,7%. O maior aumento ocorreu em Fortaleza, que registrou salto de 96,4% na quantidade de homicídios. No ano passado, foram 1.978 assassinatos; em 2016, houve 1.007 registros.

A região metropolitana de Fortaleza também registrou aumento: de 801 assassinatos em 2016 para 1.292 no ano passado. O crescimento foi de 60%. Em outubro do ano passado, o Estado já havia registrado o mês mais violento da história. O ano de 2017 foi o mais violento já registrado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) desde que a pasta alterou a metodologia de contagem de crimes.

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