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Trump pressiona Japão por acordo de comércio bilateral com os EUA

Trump criticou o Japão dizendo que os acordos de comércio com o país não é justo para os EUA
Estadão Conteúdo
Publicado em 06/11/2017 às 8:34
Trump criticou o Japão dizendo que os acordos de comércio com o país não é justo para os EUA Foto: Foto: AFP


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou a pressão sobre os japoneses por um acordo comercial bilateral. Segundo Trump, o país asiático tem "ganhado" há décadas. O americano ainda sugeriu que as negociações se prolongam por mais tempo do que ele gostaria.

O comércio com o Japão não é justo nem aberto para os EUA, disse Trump na residência do embaixador americano em Tóquio nesta segunda-feira. Ele acrescentou, porém, que está "otimista sobre o futuro de nossa parceria econômica". "Nosso comércio com o Japão não é livre e não é recíproco e eu sei que será", afirmou Trump. "Nós iniciamos o processo e isso dura um longo tempo. E eu sei que seremos capazes de chegar a acordos comerciais e que os conceitos de comércio serão justos para os dois países e eu acho realmente que será melhor para os dois."

Déficit e relação com o Japão

O presidente não disse exatamente em quanto gostaria de reduzir o déficit comercial com o Japão, que totalizou quase US$ 70 bilhões no ano passado por bens e serviços, cerca do mesmo que em 2015. "Eu tenho que dizer que, por muitas décadas, o Japão tem ganhado", afirmou Trump. "Vocês certamente sabem isso."

Trump e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, falaram sobre sua relação próxima. Os dois líderes jogaram golfe juntos no Japão e nos EUA e conversaram mais de dez vezes ao telefone. A questão comercial, porém, poderia atrapalhar essa amizade, segundo Sheila Smith, pesquisador sênior para Estudos do Japão do Conselho sobre Relações Exteriores.

O Japão era um forte defensor da Parceria Trans-Pacífico (TPP, na sigla em inglês), um acordo comercial que uniria os EUA e países asiáticos. Trump, porém, decidiu abandonar o TPP neste ano.

Trump deve partir na manhã de terça-feira para Seul, o segundo dos cinco países que ele pretende visitar nos dez dias que deve ficar na Ásia.

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