Nômades

Ângelo Madureira conseguiu reconhecimento em São Paulo

Trajetória do bailarino inclui paralelo entre tradição e modernidade

Adriana Guarda ADRIANA GUARDA
Adriana Guarda
ADRIANA GUARDA
Publicado em 02/11/2014 às 15:45
Heudes Regis/JC Imagem
Trajetória do bailarino inclui paralelo entre tradição e modernidade - FOTO: Heudes Regis/JC Imagem
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Durante muito tempo, o bailarino Ângelo Madureira acordava sobressaltado, com aquela sensação de não saber aonde estava. Sentimento comum a quem está fora de casa. Agora não é mais assim. Há 17 anos em São Paulo, o artista adotou a cidade como sua. 

 



“Em São Paulo sou um estrangeiro colhido. Um intruso recebido com afeto. Aqui consegui desenvolver meus projetos e minha arte”, diz. Filho de família tradicional na dança popular  em Pernambuco, Ângelo se sente incompreendido no seu processo de hibridação cultural. Trouxe com ele (nos ossos como gosta de dizer), a herança da dança popular, mas também estudou balé clássico e enveredou na dança contemporânea junto com sua parceira e esposa, Ana Catarina Vieira. 


Volta sempre ao Recife e lamenta fazer poucos trabalhos na sua terra-natal. Acredita que o problema está em aceitar alguém que juntou tradição e modernidade, num ambiente que apostava nele como sucessor na condução da herança popular. Enquanto Recife não faz as pazes com o bailarino, ele vai consolidando reconhecimento no Brasil e mundo afora.     

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