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Bolsonaro fala sobre prisão de ex-assessor em operação da PF: "Muito ruim, acabou minha folga"

Polícia Federal também pediu a apreensão do passaporte de Bolsonaro e proibiu o ex-presidente de manter contato com demais investigados

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Rodrigo Fernandes

Publicado em 08/02/2024 às 9:28 | Atualizado em 08/02/2024 às 12:16
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) falou à coluna de Igor Gadelha, do Metropoles, sobre a operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta quinta-feira (8) que prendeu ex-assessores e militares ligados a ele e cumpriu mandados de busca contra ex-ministros.

Bolsonaro está de férias em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. "Acabou minha folga. Vejo colega sendo preso, é muito ruim”, disse o ex-presidente, por telefone.

"Não entendo [a acusação de] tentativa de golpe. Fizemos uma transição sem problemas. A pedido do Lula, nomeei os três comandantes de Força escolhidos por ele em dezembro. Como vou nomear comandante de Força dele e dar um golpe depois?”, questionou Bolsonaro.

A PF diz que as apurações apontam que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas Eleições Presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital.

Passaporte de Bolsonaro

Por determinação da Justiça, Bolsonaro está proibido de manter contato com os demais investigados e de se ausentar do país. Policiais foram até a casa em que ele está, em Angra, para apreender seu passaporte, por ordem judicial do ministro Alexandre de Moraes.

O documento, porém, está em Brasília. Sendo assim, Bolsonaro recebeu prazo de 24 horas para entregá-lo à Justiça.

Ainda na casa em Angra, a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão contra Tércio Arnaud, assessor do ex-presidente que o acompanha na cidade, recolhendo o celular dele, como informa Igor Gadelha.

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