COLUNA MOBILIDADE

Bike PE: pernambucano usa sistema diariamente e integrado com o transporte público

Sistema se confirma na Região Metropolitana do Recife como transporte diário e não apenas de lazer em estudo inédito da Tembici sobre a micromobilidade na América do Sul

Roberta Soares
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Roberta Soares
Publicado em 12/07/2022 às 8:00
YACY RIBEIRO/ JC IMAGEM
Essa característica do Bike PE não é novidade e, a cada ano, fica mais evidente - FOTO: YACY RIBEIRO/ JC IMAGEM
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Levantamento atualizado do Bike PE, sistema de compartilhamento de bicicletas públicas no Recife e pontualmente em Jaboatão dos Guararapes e Olinda, na Região Metropolitana, confirmou, mais uma vez, a preferência do pernambuco pela bike para fazer integração com o transporte público.

Essa característica do Bike PE não é novidade e, a cada ano, fica mais evidente. Especialmente nos últimos meses, com a crise econômica potencializada pela pandemia de covid-19 e o aumento do preço das passagens. Na RMR, a tarifa de ônibus mais barata subiu quase 10% e custa, atualmente, R$ 4,10. Já a do Metrô do Recife está em R$ 4,25.

A intermodalidade com transporte público foi um dos destaques em Pernambuco, segundo o estudo “Micromobilidade no Sul global”, realizado pela Tembici, que opera o Bike PE em parceria com o Banco Itaú.

Bike PE ganha mais cem bicicletas e tenta reduzir reclamações de usuários

70% das pessoas que fazem seus trajetos com a bicicleta e um segundo modal utilizam o transporte público como complemento de suas viagens. Essa integração, destaca a Tembici, permite um maior acesso das pessoas às regiões centrais da cidade, onde - até hoje - concentram-se as oportunidades de emprego e atividades de lazer.

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Os passes do Bike PE tiveram um reajuste de quase 50% em 2021. O mensal custa R$ 29,90 (era R$ 20) e o anual subiu para R$ 239,90 (custava R$ 160) - YACY RIBEIRO/ JC IMAGEM

Também foi constatado que 75% dos clientes do Bike PE usam o sistema diariamente e apenas 20% fazem uso para o lazer. Outro dado que comprova a importância do sistema não só para os usuários, mas também para as cidades, é que 64% das pessoas que pedalam afirmaram que, se não houvesse o Bike PE, fariam os deslocamentos em modos motorizados.

O levantamento fez um panorama geral sobre o uso de bikes compartilhadas na América do Sul. Os dados mostraram o crescimento do serviço de bikes compartilhadas, o impacto na mobilidade urbana das cidades, o aumento do uso das bicicletas como fonte de renda, o impacto no meio ambiente, além de um perfil detalhado dos usuários do serviço.

As respostas de quase 6 mil pessoas foram analisadas.

CRESCIMENTO DO BIKE PE

O mesmo levantamento mostrou que o Bike PE segue sendo um sucesso. Registrou aumento de 60% nas viagens na RMR entre os meses de janeiro e maio de 2022, em relação ao mesmo período de 2021.
“Temos a missão de transformar as cidades e a forma como as pessoas se deslocam, e esse estudo mostra que as bicicletas já cumprem um papel essencial para a mobilidade urbana de Pernambuco como um meio de transporte sustentável e eficaz”, ressaltou Mateus Lago, diretor de Negócios da Tembici.

Além disso, teve um aumento de 21% no número de novos usuários. O Bike PE é gerenciado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco (Seduh) e tem 90 estações e 960 bicicletas no Recife e, pontualmente, em Olinda e Jaboatão dos Guararapes.

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No Grande Recife, iniciativa conta com o apoio do governo de Pernambuco - YACY RIBEIRO/ JC IMAGEM

Em 2021, a média de viagens das praças em que a Tembici atua no Brasil foi de 900 mil viagens ao ano, que é exatamente o número registrado pelo bike PE. O estudo também mostrou que a micromobilidade cresceu mais de 400% nos últimos dez anos.

A Tembici é responsável por 65 milhões de deslocamentos com bicicletas nas principais capitais brasileiras, como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília, além de Santiago, no Chile, e Buenos Aires, na Argentina.

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