Biscoito Trakinas volta a ser vendido em Pernambuco

Da fábrica da Mondelez em Vitória de Santo Antão são fabricados 100% dos biscoitos da marca que abastecem o País
Lucas Moraes
Publicado em 29/10/2020 às 14:04
Biscoitos Trakinas voltam ao mercado pernambucano em 2020 Foto: Divulgação


Biscoito recheado popular entre as crianças brasileiras, sobretudo na década de 1990 e no início dos anos 2000, o Trakinas volta em 2020 a ser comercializado no varejo pernambucano. Nas prateleiras dos principais supermercados, o produto já pode ser encontrado desde meados de setembro, garantindo aos nostálgicos a oportunidade de saciar um desejo contido por alguns anos. Desta vez, com um gosto a mais, pelo fato da produção ser 100% pernambucana. 

Lançado em 1988 no Brasil pela empresa norte-americana Nabisco, que por sua vez foi comprada pela Kraft Food (atual Mondelez), o biscoito Trakinas é considerado o primeiro com marca voltada para o público infantil no País. Com desenhos em alto relevo, formando rostos, e receitas que lançavam mão de recheio, o produto se popularizou no mercado nacional, investindo alto em marketing e lançamento de diversas versões do biscoito. 

No mercado pernambucano não foi diferente, mas o "comportamento do consumidor, muito focado em marcas regionais" fez com que a Mondelez tirasse o biscoito de circulação por aqui. Embora, esporadicamente, a produção ainda fosse feita na fábrica da companhia em Vitória de Santo Antão, inaugurada em 2011. 

Com o fechamento das fábricas em Piracicaba e Bauru, em São Paulo, no ano de 2018, a companhia passou a concentrar sua produção em Pernambuco e no Paraná, não só de biscoitos, mas também de marcas conhecidas como Trident, Tang, Lacta, Club Social E os biscoitos Oreo. 

"Até 2018 a fabricação de Trakinas era realizada em Piracicaba ou, esporadicamente, em Pernambuco. Depois do fechamento migramos 100% para Pernambuco. O consumo da região Nordeste sofreu algumas adaptações nos últimos anos. Agora, o segmento de produtos nacionais tem crescido. Trazendo uma demanda maior para Trakinas na região", diz a gerente de marketing de Trakinas, Patricia Graicar. 

 

Com toda a produção de Trakinas feita em Vitória do Santo Antão, daqui saem os biscoitos da marca vendidos em todo o País, passando por cinco centros de distribuição, inclusive o do Cabo de Santo Agostinho, que agora também atende à região Nordeste.  

A Mondelez alcança atualmente 600 mil pontos de venda no Brasil, sendo no Nordeste 36 mil pontos de venda das marcas de biscoitos. A estratégia para o Trakinas segue os canais de distribuição de outras marcas da companhia que já são estabelecidas na região e em Pernambuco, tendo como canal direto a Global Key Accounts, supermercados e Cash&Carry e parceiros indiretos: distribuidores e atacados.

"Voltamos ao Nordeste com todos os sabores e versões de Trakinas, que são: tradicional morango, tradicional chocolate, mais recheio morango, mais recheio chocolate, meio a meio morango e chocolate e meio a meio chocolate preto e chocolate branco. A sugestão de preço na região é de R$1,70, podendo variar conforme o estado e o estabelecimento. Temos discutido também algumas novidades para o consumidor, mas é cedo para falar em datas ainda", conta Patricia.

Ao todo, atualmente, a companhia possui 8 mil funcionários, divididos entre fábricas, escritório, centros de distribuição e times de campo.

 

Resultados

No segundo trimestre de 2020, a Mondelez registrou um lucro líquido de US$ 544 milhões (US$ 0,38 por ação), queda de 32,2% em relação aos US$ 803 milhões (US$ 0,55 por ação) do mesmo período de 2019. A receita líquida caiu 2,5%, para US$ 5,9 bilhões.

O biscoito Trakinas, no período de do ano móvel de setembro de 2019 até agosto de 2020, figurou como a 6ª marca no ranking de vendas em volume por tonelada e a 4ª marca em faturamento em valor dentro do segmento de biscoito recheado doce no Brasil, segundo dados da Nielsen Retail Index – INA + C&C. Como já era comercializada no Nordeste anteriormente, 88% da população já conhece o biscoito, segundo a Mondelez. 

Em Pernambuco, no entanto, a Mondelez tem pela frente grandes concorrentes. No mercado local, a Vitarella, da M. Dias Branco, por exemplo, mantém forte seu portfólio com marcas como Treloso. A companhia teve o volume total de vendas passando de R$ 450,4 milhões para R$ 536,1 milhões, alta de 19%, no segundo trimestre de 2020 frente o mesmo período do ano passado. O volume vendido de biscoitos, por sua vez, cresceu 14,2% no mesmo período. O que demonstra ainda a força de marcas regionais. 


 

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