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Suspeito de matar fisioterapeuta é transferido de presídio

11 / abr
Publicado por Raphael Guerra às 19:28

Comerciante suspeito de assassinar fisioterapeuta negou crime à polícia. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Comerciante suspeito de assassinar fisioterapeuta negou crime à polícia. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

O comerciante Edvan Luiz da Silva, de 32 anos, suspeito de assassinar a fisioterapeuta Tássia Mirella Sena de Araújo, 28, em Boa Viagem, foi transferido do Centro de Observação e Triagem (Cotel) para outro presídio do Estado. A mudança foi uma determinação da Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) com o objetivo de garantir a integridade física do detento.

Edvan estava no Cotel desde a noite da última sexta-feira, após a Justiça decretar a prisão preventiva dele (Leia o que disse a juíza sobre o caso). O suspeito estava numa cela isolada. A Seres não quis informar para qual unidade prisional o comerciante foi transferido, mas, segundo informações extraoficiais, trata-se do Presídio de Igarassu. Ele está sozinho em uma cela. O pavilhão onde está é voltado para presos que precisam de isolado e, portanto, um dos mais seguros do Estado.

Depoimentos

Em depoimento à polícia, na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na manhã da segunda-feira (10), a esposa de Edvan deu detalhes da rotina do casal. Aparentando estar bastante tranquila, a mulher, cujo nome será preservado, prestou depoimento por cerca de duas horas e meia. Ela estava acompanhada de um advogado.

Na saída, a esposa do suspeito não quis falar com a imprensa. No depoimento, segundo informações da polícia, ela demostrou durante todo o depoimento acreditar na inocência do companheiro. Inclusive destacou que ele mantinha uma rotina normal e que nunca suspeitou de nenhum comportamento estranho dele.

O delegado Francisco Océlio, responsável pelo caso, disse que só deve se pronunciar novamente na quarta-feira (12), quando está prevista a conclusão do inquérito.

Perícias

Fisioterapeuta foi assassinada em flat no bairro de Boa Viagem. Para a polícia, crime foi premeditado. Foto: TV Jornal/Reprodução
Fisioterapeuta Tássia Mirella foi assassinada em flat no bairro de Boa Viagem. Para a polícia, crime foi premeditado. Foto: TV Jornal/Reprodução

Peritos do Instituto de Criminalística de Pernambuco devem entregar ainda nesta semana um laudo com detalhes sobre o material encontrado no celular de Edvan. A polícia quer saber se no aparelho havia imagens, como fotos e vídeos, de vizinhas ou de outras mulheres. Isso porque pelo menos duas testemunhas revelaram aos investigadores que o comerciante assediava mulheres do flat onde vivia.

Uma das vizinhas ouvidas no DHPP afirmou que teria flagrado o suspeito fazendo imagens dela. A mulher teria, inclusive, reconhecido o modelo do celular de Edvan. Consta ainda no inquérito, um relato de uma testemunha que afirma que o suspeito já abordou vizinhas e, além de assediar, ofereceu drogas. A informação ainda está sendo apurada pela polícia.

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