Bolsonaro diz estar disposto a negociar pontos da reforma da Previdência

Um dos pontos é baixar a idade mínima para aposentadoria das mulheres de 62 para 60 anos
JC Online
Publicado em 28/02/2019 às 19:25
Um dos pontos é baixar a idade mínima para aposentadoria das mulheres de 62 para 60 anos Foto: Foto: Alan Santos/PR


O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que está disposto a negociar alguns pontos da reforma da Previdência, apresentada na Câmara dos Deputados no dia 20 de fevereiro. Um deles é baixar a idade mínima para aposentadoria das mulheres de 62 para 60 anos. Além disso, Bolsonaro informou também que poderá fazer concessões no Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é pago aos idosos e deficientes de baixa renda, e na porcentagem da pensão por morte, que sairia dos 60% e chegaria a 70%.

"Eu acho que dá para cortar um pouco de gordura e chegar a um bom termo, o que não pode é continuar como está [o déficit na Previdência]", afirmou Bolsonaro durante um café da manhã com jornalistas.

No evento, que segundo assessores foi um gesto de aproximação com a imprensa solicitado pelo próprio presidente, Bolsonaro falou da importância que a imprensa tem no processo democrático.

O projeto

Jair Bolsonaro disse também que as negociações não irão "desfigurar a alma da proposta", porque caso isso aconteça, haverá muitas consequências negativas para o Brasil, como por exemplo a alta do dólar, queda da Bolsa de Valores, suspensão de pagamento a servidores e enfraquecimento do governo.

"Há interesse de todo mundo em aprovar. O Brasil pode entrar em uma situação muito complicada", disse o presidente. "Muita coisa vai ser atenuada aí, mas não vai desfigurar a alma da proposta. E tem haver [a reforma]. Não queremos passar pelo que a Grécia passou, ou Portugal", completou.

Apoio

Durante o evento, Bolsonaro não comentou sobre a base de apoio ao governo para aprovar a reforma da Previdência no Congresso Nacional. O presidente informou apenas que já se reuniu com alguns parlamentares e que até o momento, "só dois ou três" falaram em cargos, mas informou que deixou claro que não haverá negociação ou "toma lá da cá".

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