OPINIÃO

Tudo o que Bolsonaro não precisa agora é levar para o Planalto uma crise que é do filho

Flávio Bolsonaro é investigado pela prática de machadinha. O dinheiro era arrecadado dos funcionários do gabinete parlamentar, por Fabrício Queiroz

Romoaldo de Souza
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Romoaldo de Souza
Publicado em 23/06/2020 às 8:30 | Atualizado em 23/06/2020 às 8:33
WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL
O encontro entre os dois ocorreu no Palácio da Alvorada - FOTO: WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL

Caso alguém me perguntasse qual é o humor que está de plantão no presidente da República eu diria que é o isolamento social. Isso mesmo Jair Bolsonaro (sem partido) está mais econômico com as palavras, tem soltado poucos insultos ao Poder Judiciário.

O motivo desse silêncio obsequioso começou na sexta-feira, depois que os principais aliados do Palácio do Planalto mostraram ao presidente a besteira que tinha feito na noite anterior.

Na quinta, na transmissão que faz ao vivo, pela internet, Bolsonaro saiu em defesa de Fabrício Queiroz, chamou de espetaculosa a operação da Polícia Civil que prendeu o ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), quando o filho do presidente era deputado estadual na Assembleia Legislativa fluminense.

Assessores e conselheiros do presidente alertaram que tudo o que Bolsonaro não precisa agora é de levar para dentro do Planalto uma crise que é do filho.

Flávio Bolsonaro é investigado pela prática de machadinha (divisão de parte dos salários de um assessor para o político que o contrata). O dinheiro era arrecadado dos funcionários do gabinete parlamentar, por Fabrício Queiroz.

O imprevisível Jair Bolsonaro poderá acordar hoje diferente do que tem sido nos últimos dias, mas a orientação é para ele falar somente o necessário e esquecer de lado as provocações que costuma soltar pelas redes sociais.

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