Tecnologia e Inovação, com Guilherme Ravache

Tecnologia e Inovação

Por Guilherme Ravache
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Geração Z

Shein, o TikTok do e-commerce, revoluciona a moda

Se você faz parte da Geração Z, é provável que a varejista tenha se tornado inescapável na sua vida

Guilherme Ravache
Guilherme Ravache
Publicado em 28/07/2021 às 12:00
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AFP
Agora, preços devem ser colocados à vista, de maneira legível e ao lado da imagem do produto ou serviço. Comércio eletrônico cresceu 7,5% no país - FOTO: AFP
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Há boas chances de você nunca ter ouvido falar na Shein. Ao menos se você não fizer parte da Geração Z (a geração de pessoas nascidas entre a segunda metade dos anos 1990 até o início do ano 2010). Mas se você faz parte da Geração Z, é provável que a Shein tenha se tornado inescapável na sua vida.

Na minha casa ela entrou por meio da minha filha, que faz parte da Geração Z. A Shein e a minha carteira vivem uma relação de amor e ódio. Amor porque os preços são realmente imbatíveis, e ódio, porque a empresa é tão popular e eficiente que é difícil resistir à tentação. E por minha culpa, já que minha filha é mais contida e já conhece os truques da Shein para aumentar suas vendas.

Enquanto Renner, C&A e Zara parecem cada vez mais ícones de um passado no qual as lojas físicas eram essenciais, a Shein se torna o lugar da moda para os influenciadores digitais.

A Shein é a empresa de comércio eletrônico de crescimento mais rápido no mundo. A receita em 2020 teria sido de aproximadamente R$ 50 bilhões. Ela cresceu mais de 100% em cada um dos últimos oito anos.

Sediada na China, onde foi fundada em 2008 por Chris Xu, a Shein prioriza as vendas no exterior, deixando o mercado chinês em segundo plano. A empresa vende para 220 países, com exceção da Índia, onde foi banida junto com o TikTok e outras dezenas de aplicativos chineses em 2020, após a China e a Índia entrarem em conflito na fronteira dos países por uma disputa de território.


Segredo do sucesso


A Shein é comparada por muitos ao TikTok, o popular app chinês de vídeos. Em ambos, a prioridade são os dispositivos mobile. A interface é intuitiva e as cores nitidamente pensadas para as audiências mais jovens.

Os preços dos produtos também são extremamente baixos, com uma agressiva estratégia de cupons de desconto e benefícios para atrair novos usuários. Tops e shots por alguns reais são uma constante no site.

O modelo funciona. O site de Shein ocupa o primeiro lugar no mundo em tráfego da web na categoria de moda e vestuário, de acordo com a SimilarWeb. Está à frente de nomes globais conhecidos como Nike, Zara, Lululemon e Adidas.

Segundo este relatório, a Shein foi a marca mais comentada no TikTok em 2020.

 

Abertura de capital


A marca também estaria explorando abrir seu capital na bolsa de valores. A Shein já é nos EUA, em volume de vendas, a maior varejista de fast fashion (moda de preços acessíveis, mas descolada, como a feita por Renner, C&A e Zara). Há pouco mais de dois meses ela ultrapassou a Amazon como o aplicativo de comércio eletrônico mais baixado nos EUA.

Os dados de participação de mercado da consultoria Earnest mostram que a Shein começou 2021 com 13% das vendas totais de Fast Fashion, atrás da líder tradicional H&M. Desde janeiro, a Shein continuou a ganhar participação e hoje lidera com 28% do mercado de Fast Fashion, sendo a Zara a única outra marca que cresceu participação no mesmo período.

O mercado total de fast fashion nos Estados Unidos cresceu 15% entre janeiro e meados de junho, enquanto a Shein cresceu quase 160% no mesmo período, sugerindo que a estratégia mobile-first da marca tem feito sucesso com o consumidor.

Assim como o TikTok revolucionou as redes sociais, agora a Shein está revolucionando o e-commerce e a fast fashion no mundo.

 

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