Insegurança alimentar

Não precisa de mágica para solucionar fome no Brasil. Entenda

O estudo mostra que 91% dos domicílios cuja renda por pessoa era inferior a 1/4 do salário mínimo convivem com algum grau de insegurança alimentar

Cadastrado por

Adriana Guarda

Publicado em 08/06/2022 às 18:25
Escolaridade e salário mínimo ajudam a reduzir a fome - GUGA MATOS/JC IMAGEM

O II Inquérito Nacional Sobre Segurança Alimentar no Contexto da Pandemia Covid-19 no Brasil realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan) junto com mais seis entidades parceiras sinaliza que escolaridade e a renda de pelo menos um salário mínimo por pessoa contribuem para tirar as famílias da fome.  

O estudo mostra que 91% dos domicílios cuja renda por pessoa era inferior a 1/4 do salário mínimo convivem com algum grau de insegurança alimentar. Em 43% deles os moradores vivenciam a fome. Por outro lado, 67% dos domicílios com renda maior que um salário mínimo têm o acesso pleno a alimentos (segurança alimentar) garantido.

Porém, se em 2020 não havia domicílios com renda maior que um salário mínimo por pessoa em situação de fome, no início de 2022 essa deixou de ser uma garantia contra a privação do consumo de alimentos – consequência da crise econômica e dos reajustes do salário mínimo abaixo da inflação. Agora encontramos 3% dos lares nesta faixa de renda em situação de fome, e 6% convivem com redução no acesso aos alimentos.

EDUCAÇÃO PARA REDUZIR A FOME

O impacto do grau de escolaridade também é percebido pelo estudo. Segundo o levantamento, há fome em 22,3% dos domicílios com responsáveis com 4 anos ou menos de estudo. Em 2020 esse percentual era de 14,9%. O maior percentual de segurança alimentar é em domicílios cujos responsáveis têm mais de 8 anos de estudo: 50,6%.

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