CARESTIA

Combustível pesa e leva inflação de outubro no Brasil ao maior nível desde 2002

No País, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em outubro

Lucas Moraes
Lucas Moraes
Publicado em 10/11/2021 às 9:17
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FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
Preço da gasolina nos postos de combustíveis hoje na cidade do Recife. - FOTO: FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
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A inflação oficial no Brasil, o IPCA - medido pelo IBGE, atingiu no último mês de outubro a maior variação para o período desde 2002. O indicador voltou a acelerar e atingiu a marca de 1,25%, com maior impacto e alta do grupo Transportes, onde estão segmentos como os combustíveis, que também voltaram a acelerar no último mês. No ano, o IPCA acumula alta de 8,24% e, nos últimos 12 meses, 10,67%.

 

No País, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em outubro. A alta nos Transportes (2,62%) decorreu, principalmente, dos preços dos combustíveis (3,21%). A gasolina subiu 3,10% e teve o maior impacto individual sobre o índice do mês (0,19 p.p.). Foi a sexta elevação consecutiva nos preços desse combustível, que acumula altas de 38,29% no ano e de 42,72% nos últimos 12 meses.

Além disso, os preços do óleo diesel (5,77%), do etanol (3,54%) e do gás veicular (0,84%) também subiram.

Ainda nos Transportes, os preços das passagens aéreas subiram 33,86% em outubro, frente a setembro. Houve alta em todas as regiões pesquisadas, com destaque para o Recife, com a maior variação (47,52%).

A alta do grupo Habitação (1,04%) foi influenciada mais uma vez pela energia elétrica (1,16%), embora a variação do item tenha sido menor que a de setembro (6,47%). Em outubro, foi mantida a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

Além disso, destaca-se o gás de botijão (3,67%), em sua 17ª alta consecutiva, acumulando elevação de 44,77% desde junho de 2020.  

No grupo Alimentação e bebidas (1,17%), a alta de 1,32% na alimentação no domicílio deve-se, especialmente, ao tomate (26,01%) e à batata-inglesa (16,01%), que contribuíram com impactos de 0,07 p.p. e 0,03 p.p., respectivamente. Outras contribuições importantes no grupo vieram do café moído (4,57%), do frango em pedaços (4,34%), do queijo (3,06%) e do frango inteiro (2,80%). No lado das quedas, houve recuo nos preços do açaí (-8,64%), do leite longa vida (-1,71%) e do arroz (-1,42%).

Recife

Na capital pernambucana, a alta da inflação no mês de outubro foi de 1,09%. No mês de setembro, o indicador havia ficado em 1,10%. No ano, o acumulado a variação já é de 8,17%. Em 12 meses, 10,29%. Para o último mês, passagem aérea e transporte por aplicativo tiveram as maiores variações. Dos grupos, puxou para cima o índice Transportes (3,09%); vestuário (2,24%) e artigos de residência (1,42%). 

 

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