'Não há razão para qualquer atitude fora do planejado', diz Sinepe sobre caso de covid-19 em escola particular do Recife

Nesta quarta-feira (21), a escola comunicou a suspensão das aulas presenciais até o dia 2 de novembro
JC
Publicado em 21/10/2020 às 15:36
Devido à contaminação de alguns alunos pela covid-19, as aulas presenciais para as turmas de 3º ano do ensino médio do Colégio Damas estão suspensas pelos próximos 14 dias Foto: WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM


Após as aulas presenciais para as turmas do 3º ano do ensino médio do Colégio Damas, localizado no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife, serem suspensas a partir desta quinta-feira (22), em decorrência da contaminação de alguns alunos pela covid-19,  o presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Pernambuco (Sinepe), José Ricardo Diniz, afirmou que "não há razão para qualquer atitude fora do que já foi planejado".

>> Após caso de covid-19 em escola particular do Recife, Sinpro afirma que 'há grande temor entre professores'

Para o presidente, os casos registrados no colégio não mudam nada, já que, segundo ele, todos os protocolos estão sendo rigidamente pelas escolas. No dia 13 de outubro, o Colégio Damas voltou a receber alunos do 2º e 3º ano. Já nessa terça-feira (20), retornaram os adolescentes do 1º ano. Com a suspensão válida até o dia 2 de novembros, as aulas presenciais na instituição só voltam, portanto, em 3 de novembro.

De acordo com José Ricardo Diniz, assim que a escola confirmou casos do novo coronavírus nos alunos, entrou em contato com o sindicato. "Nós fomos de imediato informados pela escola, que expediu um comunicado para a comunidade escolar e cumpriu rigorosamente os protocolos estabelecidos", declarou o presidente.

Em nota, o colégio afirmou que a contaminação dos estudantes ocorreu antes do retorno às aulas presenciais. "Nesta quarta-feira (21), a direção do Colégio Damas foi notificada que alunos da 3ª série do ensino médio testaram positivo para covid-19. As pessoas que tiveram contato com eles já foram comunicadas sobre o resultado e receberam a orientação de ficarem em isolamento e realizarem o teste. Estamos cientes de que essa contaminação ocorreu antes do retorno às aulas presenciais, durante um encontro entre os alunos fora do ambiente escolar", disse a instituição no texto.

O presidente do Sinepe acredita que a situação vivenciada pela escola não é nada fora do comum do vivenciado pela sociedade todos os dias. "Acontece todos os dias em bares, restaurantes, lojões, supermercados, mas só porque aconteceu na escola virou manchete", falou. 

"Se a categoria já estava apreensiva, agora está mais ainda", diz presidente do Sinpro

Em conversa com a reportagem do JC, o presidente do Sindicato dos Professores da Rede Particular (Sinpro), Helmilton Bezerra, afirmou que os casos registrados de covid-19 em alunos do Colégio Damas fazem com que a categoria tenha ainda mais medo de ser contaminada pelo vírus durante as aulas presenciais. O sindicato é contra o retorno das atividades.

"Se a categoria estava apreensiva, agora está mais ainda. Hoje já recebi muitas mensagens sobre o assunto, há um grande temor entre os professores, declarou o presidente do Sinpro.

Para Helmilton, o que ocorreu no Damas é um exemplo do que está por vir nas outras instituições de ensino. "Se aconteceu em uma instituição como o Colégio Damas, que tem uma estrutura física grande, significa que essa será realidade das outras escolas também, que muitas vezes nem seguem o protocolo de forma correta", desabafou.

Segundo o presidente, o sindicato tem feito fiscalizações nas escolas para garantir que as medidas de segurança sejam cumpridas. Ele ainda afirmou que a categoria entrará, mais uma vez, com um pedido na Justiça para suspensão das aulas presenciais em toda rede privada de ensino de Pernambuco.

No dia 6 de outubro, a Justiça do Trabalho suspendeu a reabertura dos colégios, a pedido do Sinpro. No entanto, no dia 8 do mesmo mês,  presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6) desembargador Valdir Carvalho, acolheu os argumentos apresentados pelo governo estadual e tornou sem efeito a decisão tomada pela Justiça do Trabalho.


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