O Governo de Pernambuco está determinando que o feriado de Carnaval não terá ponto facultativo e que os seus servidores deverão trabalhar normalmente na segunda e terça-feira.
É uma decisão correta do ponto de vista de saúde pública, embora haja uma enorme possibilidade dos servidores estaduais ignorarem a obrigatoriedade de trabalhar e simplesmente faltarem ao serviço. O que desafia o Governo do Estado a descontar os dias não trabalhados. A tradição do serviço público diz que não punirá os servidores, mas sempre podemos ter surpresas.
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Mas uma coisa chamou a atenção na comunicação. Ela foi feita pelo secretário de Turismo, quando pela importância da decisão, seria mais adequado que o próprio governador explicasse os detalhes. Valeria pelo simbolismo e demonstraria a gravidade da situação.
Ficou claro que Paulo Câmara preferiu não dar a noticia ruim a seus colegas de trabalho, já que é servidor de carreira do TCE. Definitivamente é um sinal ruim na comunicação. Até porque o secretário de Turismo representa o governo junto ao setor privado, que será o mais prejudicado.
Além disso, a última coisa que interessa nessa decisão é se justificar a decisão pelo fato de o Carnaval não ser oficialmente feriado. Não é só em Pernambuco. O Brasil adota essa paralisação em anos normais. Certamente não foi por não ser feriado que o Governo de Pernambuco está exigindo que os servidores públicos trabalhem no período.
O Turismo que já sabia que não teríamos Carnaval, já não contava muito com uma grande ocupação no período. Mas, diante da gravidade da situação, com Pernambuco com taxas de crescimento acelerado, não temos muitas opções.
A questão de saúde vai se sobrepor sempre à questão econômica quando ela ameaça a segurança da população. Mesmo com os prejuízos econômicos, especialmente no segmento do Turismo.
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Vacinação em ritmo lento
Mas o desafio continua. No ritmo que a vacinação está sendo processada no Brasil, as perspectivas são que 40 dias depois do Carnaval, o feriado da Semana Santa, no começo de abril, também não vai acontecer, além de não termos nenhuma garantia que poderemos comemorar o São João.
Assim como Recife e Olinda, no Carnaval, cidades como Caruaru, Gravatá e mais uma dezenas de outras cidades já sabem que não haverá condições de voltar a reunir grandes multidões nos seus pátios.
O que nos remete ao cenário de que talvez este ano não possamos mesmo comemorar qualquer um dos fins de semana prolongados em 2021.
Resta saber se assim como no Carnaval, o governo do Estado também vai exigir o comparecimento ao trabalho dos servidores públicos. Naturalmente, fora os que estão envolvidos como as ações no combate à covid-19.