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Veja lista atualizada dos brasileiros que ganharam medalha nas Olimpíadas de Tóquio 2020

As Olimpíadas de Tóquio recebem mais de 11 mil atletas de 204 países

Cadastrado por

Ana Maria Miranda

Publicado em 27/07/2021 às 9:10 | Atualizado em 08/08/2021 às 3:12
Alison dos Santos comemora depois de ficar em terceiro lugar na final masculina dos 400m com barreiras durante os Jogos Olímpicos de Tóquio - JAVIER SORIANO / AFP

Atualizada em 08.08.21, às 3h10



A 32ª edição dos Jogos Olímpicos já renderam diversos momentos históricos envolvendo atletas brasileiros. Em diversas modalidades, esportistas de diferentes locais do País conquistaram medalhas em Tóquio.

Esta é a primeira vez na história que as competições não têm a presença de público, por causa das restrições impostas pela pandemia da covid-19. Dentro das competições, Tóquio 2020 (mesmo com o adiamento de um ano, o nome oficial do evento continua referente ao ano passado) recebe, ao todo, mais de 11 mil atletas de 204 países.

Confira os atletas brasileiros que conquistaram medalha nas Olimpíadas 2020:

Kelvin Hoefler

Kelvin Hoefler ganhou a medalha de prata no skate street - Jeff PACHOUD / AFP

A primeira medalha do Brasil nos Jogos de Tóquio foi conquistada por Kelvin Hoefler, no dia 25 de julho. Hoefler conquistou a prata no skate street, modalidade que estreou no programa olímpico em Tóquio.

Na final, o paulista obteve 36,15. Só ficou atrás do japonês Yuto Horigome, com 37,18. O americano Jagger Eaton, com 35,35, conquistou o bronze. Os outros brasileiros na disputa foram Felipe Gustavo e Giovanni Vianna, que não avançaram para a final.

Daniel Cargnin

Daniel Cargin foi o segundo medalhista do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio - Franck FIFE / AFP

Também no dia 25 de julho, Daniel Cargin recebeu a medalha de bronze na categoria meio-leve (até 66 kg) do judô, após vencer o israelense Baruch Shmailov por wazari. A luta foi intensa, mas o brasileiro foi rápido demais e conseguiu um wazari a 2min29 do final. A 1min31 o combate foi paralisado por causa de um sangramento no nariz de Cargnin. Daí em diante, Shmailov foi ao ataque, mas não teve sucesso. O resultado garantiu que o judô brasileiro mantivesse a tradição de subir ao pódio em todas as edições olímpicas desde Los Angeles (1984). Cargin é natural de Porto Alegre.

Rayssa Leal

SUCESSO Aos 13 anos, Rayssa Leal conquistou a medalha de prata no skate nas Olimpíadas de Tóquio - (ULIO DETEFON (CBSK)/REPRODUÇÃO

Em 26 de julho, Rayssa Leal fez história como a atleta mais jovem a representar o Brasil em uma olimpíada, aos 13 anos, conquistando a medalha de prata no Skate Street em Tóquio. A Fadinha, como ficou conhecida, é natural de Imperatriz, no Maranhão. Na grande final, ela teve as seguintes notas: 2,94; 3,13; 0,0; 4,21 e 3,39. O ouro ficou com a japonesa Momiji Nishiya.

Fernando Scheffer

Nas piscinas, Fernando Scheffer, o Monet, não deixa ninguém enganado: o cara é mesmo uma fera! - ODD ANDERSEN / AFP

A natação brasileira conquistou a primeira medalha em Tóquio com o bronze de Fernando Scheffer, nos 200 m livre. Ele fechou a prova com 1:44.66, atrás dos britânicos Ducan Scott (1:44.26), que ficou com a prata, e Tom Dean (1:44:22), que faturou o ouro.

Ítalo Ferreira

Ítalo Ferreira - AFP

Seguindo com a série de momentos históricos, o surfista potiguar Ítalo Ferreira, de 27 anos, conquistou a primeira medalha de ouro da história do surfe nas Olimpíadas, após derrotar o japonês Kanoa Igarashi. Ele terminou a bateria decisiva com 15,14 pontos, contra 6,60 de Igarashi na praia de Tsurigasaki, que fica no município de Chiba, a 100 quilômetros da capital japonesa.

Mayra Aguiar

Judoca brasileira Mayra Aguiar e sul-coreana Hyunji Yoon - Franck FIFE / AFP

No dia 29 de julho, a judoca Mayra Aguiar conquistou a medalha de bronze, após derrotar a sul-coreana Yoon Hyunji na categoria de 78 kg para mulheres no judô. A gaúcha de 29 anos se tornou a única mulher do Brasil a conseguir o feito em um esporte individual. Além disso, a única judoca do país, contando com os homens, que atingiu a marca.

Rebeca Andrade

Rebeca Andrade na final individual de ginástica artística de Tóquio 2020 - LOIC VENANCE / AFP

A atleta da ginástica artística Rebeca Andrade, 22 anos, deixou sua marca na história dos Jogos Olímpicos ao conquistar a primeira medalha da ginástica feminina do Brasil. Com a prata, a paulista só comprovou que é um dos maiores talentos da atual geração do esporte. Ela já passou por três cirurgias no joelho, que acabaram causando impactos na participação em competições no exterior.

Três dias depois, Rebeca Andrade voltou a brilhar nos Jogos Olímpicos de Tóquio. A brasileira faturou a medalha de ouro na final do salto, realizada na manhã deste domingo (1), horário de Brasília. A paulista foi a terceira a se apresentar. Ela fez 15.166 no primeiro salto e 15.000 no segundo, com nota final de 15.083, assumindo a primeira posição e não mais sendo ultrapassada. 

Luisa Stefani e Laura Pigossi

Brasil conquistou a oitava medalha, com Laura Pigossi e Luisa Stefani no torneio de duplas no tênis - Vincenzo PINTO / AFP

Luisa Stefani e Laura Pigossi fizeram história no tênis ao conquistarem a primeira medalha olímpica do país na modalidade na história. Em jogo muito disputado e só definido no super tie-break, as brasileiras venceram a disputa do bronze nas duplas diante das atletas do comitê russo Kudermetova e Vesnina na madrugada deste sábado (31). As brasileiras demonstraram muita garra, pois perderam o primeiro set por 6x4. Porém, devolveram o mesmo placar, 6x4, empatando o jogo no segundo set e levando para o super tie-break, disputado em 10 pontos. As russas abriram vantagem e tiveram quatro match points. As brasileiras foram buscar e viraram o set decisivo para 11x9, em jogo de 2h11 de duração.

Bruno Fratus

O terceiro colocado brasileiro Bruno Fratus comemora após a final da prova masculina de natação dos 50m livre - ODD ANDERSEN / AFP

O brasileiro Bruno Fratus conquistou a medalha de bronze nos 50 m livre, em prova realizada na noite deste sábado (31), horário de Brasília, no último dia de disputas da natação nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Na prova mais rápida da natação, Bruno Fratus cravou 21s57, ficando atrás do norte-americano Caeleb Dressel, que fez 21s07 (ouro) e do francês Florent Manaudou, que acabou com a prata com o tempo 21s55. 

Alison dos Santos

Alison dos Santos comemora depois de ficar em terceiro lugar na final masculina dos 400m com barreiras durante os Jogos Olímpicos de Tóquio - JAVIER SORIANO / AFP

É bronze! Após atrair a atenção da torcida brasileira pelo seu carisma, ao garantir vaga na final dos 400m com barreiras da madrugada desta terça-feira (3), o atleta Alison dos Santos, o "Piu", cruzou a linha de chegada na terceira colocação e conquistou mais uma medalha olímpica para o Time Brasil. Com apenas 21 anos de idade, Piu já era o recordista sul-americano. Agora, o corredor tem a terceira melhor marca da história dos 400m com barreiras, com 46.72 segundos de prova. O brasileiro ficou atrás apenas do norueguês Karsten Warholm, que bateu o novo recorde mundial, com o tempo de 45.94, conquistando o ouro, e do estadunidense Rai Benjamin, com o tempo de 46.17, que conquistou a prata.

Martine Grael e Kahena Kunze

 

As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze comemoram - Olivier MORIN / AFP

Para entrar para a história! A dupla brasileira Martine Grael e Kahena Kunze conquistou a medalha de ouro na classe 49erFX. Repetindo o feito da Olimpíada do Rio-2016, as brasileiras voltaram a alcançar o topo do pódio nos Jogos de Tóquio-2020. A dupla chegou como favorita ao ouro, liderando a classe e não precisavam vencer a regata da medalha desta terça-feira (3), mas teriam que estar na frente das duplas da Holanda (que chegou em 9º), Alemanha (5º), Espanha (6º) e Grã-Bretanha (7º). As brasileiras cruzaram a linha de chegada na terceira colocação. A dupla argentina cruzou em primeiro.

Abner Teixeira

Abner Teixeira do Brasil comemora depois de vencer - Buda Mendes / POOL / AFP

O boxeador Abner Teixeira perdeu a semifinal na categoria peso pesado (até 91 kg), nesta terça-feira (3), para o cubano Julio La Cruz, por pontos, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em decisão dividida dos jurados. Quatro apontaram o cubano como vencedor (três anotaram 30 a 27 e um 29 a 28), enquanto outro viu o brasileiro em vantagem (30 a 27). Como no boxe olímpico não tem decisão de terceiro lugar, Abner já tem o bronze assegurado.

Thiago Braz

O brasileiro Thiago Braz compete na final do salto com vara masculino durante os Jogos Olímpicos de Tóquio - BEN STANSALL / AFP

O brasileiro Thiago Braz conquistou a medalha de bronze no salto com vara na manhã desta terça (3) nas Olimpíadas de Tóquio. Ele, que havia levado o ouro no Rio-2016, saltou 5,87m metros e só ficou atrás do americano Cristopher Nilsen (5,97m) e do sueco Armand Duplantis (6,02m).

Ana Marcela Cunha

A "pitbull" dos mares conquistou mais uma medalha de ouro para o Brasil na Olimpíada de Tóquio. A baiana Ana Marcela Cunha venceu a maratona aquática na noite desta quinta-feira (3), manhã no Japão. Durante toda a prova, ela esteve entre as três primeiras colocações. Quando caiu para quarta colocação, não demorou para assumir a ponta.

Ana Marcela saiu do pódio na reta final da prova - SATIRO SODRÉ/CBDA

Com o tempo de 1:59:30.8, Ana Marcela se tornou a primeira campeã olímpica na prova. A brasileira cruzou a linha de chegada com quase um corpo de diferença para a segunda colocada. A prata e o bronze ficaram com a alemã e americana, respectivamente. 

Pedro Barros

Campeão mundial em 2018, ele chega ao pódio na primeira aparição do skate nas Olimpíadas. - CBSK

O catarinense Pedro Barros fez jus ao excelente retrospecto brasileiro no skate e garantiu a prata na modalidade park. Ele teve nota 86.14, ficando atrás apenas do australiano Keegan Palmer. Um americano ficou com o bronze. Aos 26 anos, Pedro é o atual número 4 do ranking mundial e uma das principais referências do skate nacional.

Isaquias Queiroz 

 

SÓ FELICIDADE Isaquias Queiroz esbanjou alegria ontem no pódio da canoagem de velocidade C1 1000 m - Philip FONG / AFP

Na raia quatro do canal Sea Forest, em Tóquio, o brasileiro Isaquias Queiroz fez história. O baiano de Ubaitaba, cidade que fica próxima a Ilhéus, foi medalha de ouro na classe C1 1000 m da canoagem de velocidade em final disputada na noite desta sexta-feira (6). Ele fechou a prova com o tempo de 4h04. Ele também passou a ter quatro medalhas em Olimpíadas - ganhou duas pratas e um bronze no Rio, em 2016 -, igualando-se a Gustavo Borges (natação) e Serginho (vôlei).

Hebert Conceição Souza

 

a - Luis ROBAYO/POOL/AFP

O baiano Hebert Conceição Souza fez a arena do boxe tremer no Japão. Na madrugada deste sábado (7), tarde no Oriente, ele ganhou a medalha de ouro no peso médio. O brasileiro derrotou na decisão o ucraniano Olekssandr Khyzhniak. A vitória por nocaute veio com um golpe cruzado de esquerda no último round, que levou o adversário ao chão. Hebert arriscou tudo, uma vez que tinha perdido por pontos os dois primeiros rounds.

Futebol Masculino

 

Seleção Brasileira no lugar mais alto do pódio no futebol nas Olimpíadas de Tóquio - Anne-Christine POUJOULAT / AFP

Após uma partida eletrizante e perigosa para os cardíacos, a seleção brasileira sagrou-se bicampeã do futebol nas Olimpíadas de Tóquio e conquistou o ouro neste sábado (7). Os brasileiros venceram os espanhóis por 2 a 1, na prorrogação. O jogo foi realizado no estádio de Yokohama, palco do penta do Brasil em 2002. Os gols brasileiros foram marcados por Matheus Cunha e Malcom. Já Oyarzabal balançou as redes para o lado espanhol.

Bia Ferreira

A baiana Bia Ferreira ficou com a medalha de prata no peso leve (até 60 kg) no boxe olímpico em Tóquio. Ela perdeu a final para a irlandesa Kellie Harrington na madrugada deste domingo (8). A luta foi extremamente equilibrada, com a adversária da brasileira vencendo por pontos. Emocionada após o fim da luta, Bia chegou a se virar para a câmera e pedir desculpas ao Brasil. Depois caiu em lágrimas. 

Vôlei Feminino

Não deu para a seleção brasileira feminina de vôlei na final dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Apesar da campanha invicta até a decisão, as brasileiras foram amplamente dominadas pelas norte-americanas, que venceram a disputa da medalha de ouro por 3 sets a 0 - parciais de 25/21, 25/20 e 25/14 - na madrugada deste domingo (8). 

O Brasil ficou com a medalha de prata, a única que o vôlei nacional conseguiu no Japão. No masculino, a seleção ficou em quarto lugar. Na praia nenhuma das quatro equipes chegou ao pódio. Com a derrota, o Brasil encerrou a Olimpíada com sete ouros, mesmo número obtido no Rio-2016. Porém, no total de medalhas, o país faturou 21, duas a mais do que quando sediou o evento. 

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