Eleições 2020

Trajetória e ideias de Marília Arraes, candidata a prefeita do Recife pelo PT

Esse texto será atualizado conforme houver novas participações da candidata nos veículos SJCC e após divulgação do plano de governo

Luisa Farias
Luisa Farias
Publicado em 29/09/2020 às 17:00
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RICARDO LABASTIER/DIVULGAÇÃO
Marília Arraes (PT) - FOTO: RICARDO LABASTIER/DIVULGAÇÃO
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Natural de Recife, Marília Arraes de Alencar, de 35 anos, é deputada federal e candidata à prefeita do Recife pelo PT nas eleições deste ano. Ela lidera a coligação “Recife Cidade da Gente”, formada pelo PT, PSOL, PTC e PMB, e tem como candidato a vice José Arnaldo, ex-superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

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Marília é neta do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, de quem herdou o interesse pela política desde a sua participação nas campanhas do seu avô. Iniciou a sua trajetória política no PSB, ao qual filiou-se em 2005. Formou-se em Direito em 2007 pela Faculdade Direito do Recife (FDR). Foi lá que ela ingressou no movimento estudantil, debatendo pautas sobre gênero e pluralidade de direitos. Em 2008, foi eleita aos 24 anos vereadora do Recife, com 9.533 votos, a parlamentar mais jovem daquela legislatura. No seu primeiro mandato, presidiu a Comissão de Políticas Públicas da Juventude no biênio 2009/2010. Já em 2011, foi a primeira mulher a presidir a Comissão de Legislação e Justiça (CLJ) da Casa José Mariano.

Nas eleições de 2012, foi reeleita vereadora com 8.841 votos, mas afastou-se do cargo para assumir a Secretaria de Juventude e Qualificação profissional do Recife, criada em 2013, primeiro ano do governo de Geraldo Julio (PSB). Retornou ao seu mandato em 2014, ano em que começou a apresentar divergências com o PSB. Marília Arraes tinha planos de concorrer a uma vaga de deputada federal pelo PSB. Historicamente, um membro da família Arraes ocupava uma vaga na Câmara dos Deputados como representante da família. Com a ida de Ana Arraes para o Tribunal de Contas da União (TCU) em 2011, formou-se um vácuo. Marília chegou a se colocar como pré-candidata, mas não obteve apoio de Eduardo, à época presidente do PSB estadual.

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Entre os fatores para o afastamento, também estava a mudança de direcionamento do PSB no âmbito nacional, que culminou na ida para a oposição à então presidente Dilma Roussef, o lançamento da candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República em 2014 e posteriormente, o apoio à Aécio Neves (PSDB) no segundo turno.

Ricardo Labastier/Divulgação
Marília Arraes encabeça a chapa formada com João Arnaldo - Ricardo Labastier/Divulgação

Naquelas eleições, ela apoiou reeleição de Dilma. Em Pernambuco Marília decidiu não apoiar o candidato do PSB, Paulo Câmara, e sim o seu adversário, o então senador Armando Monteiro (PTB).

A então vereadora também denunciou o que chamou de intervenção da cúpula do PSB na eleição da secretaria estadual da Juventude do PSB, que acabou sendo assumida por João Campos, filho de Eduardo. A partir de agosto de 2014, ainda no PSB, ela passou a atuar como oposição ao governo de Geraldo Julio na Câmara do Recife.

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Já em 2016, Marília rompeu oficialmente com o PSB, acusando o partido de falta de democracia interna. Logo em seguida filiou-se ao PT, com a sua ficha abonada pelo ex-presidente Lula. Naquele ano, elegeu-se terceira vez a uma vaga na Câmara do Recife, com 11.872 votos. Neste seu terceiro mandato, assumiu a liderança da oposição.

No PT, ela também enfrentou resistências para os seus projetos. Pleiteava ser candidata ao governo de Pernambuco nas eleições de 2018 - com incentivo do ex-presidente Lula - e chegou a percorrer todo o estado em pré-campanha se apresentando com um símbolo da renovação política do PT. Também anunciou o nome de Silvio Costa para integrar a sua chapa majoritária concorrendo à vaga de senador.

Arthur Marrocos/Divulgação
Lula defende a candidatura de Marília Arraes à Prefeitura do Recife - Arthur Marrocos/Divulgação

Com Lula preso e Fernando Haddad (PT) como candidato à Presidência, ela acabou tendo a sua candidatura rifada pelo PT Nacional em nome de uma aliança com o PSB com o objetivo de evitar que os socialistas apoiassem Ciro Gomes (PDT). O PSB acabou adotando uma posição de neutralidade nas eleições presidenciais e em Pernambuco, o PT lançou Humberto Costa (PT) como candidato a senador na chapa de Paulo Câmara, consolidando a permanência do partido na Frente Popular.

Marília então se candidatou à uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018 e elegeu-se deputada federal como segunda mais votada do estado, com 193.108 votos. Ela é a quarta deputada federal mulher eleita da história de Pernambuco.

Desde 2019, Marília começou a trabalhar pela sua candidatura à Prefeitura do Recife neste ano. Ela enfrentou resistência do mesmo grupo que conseguir manter a aliança entre PT e PSB no estado em 2018. O cenário nacional, porém, é outro a partir da vitória do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas urnas. O PT busca se fortalecer nas eleições municipais para alavancar o seu projeto para 2022. Mesmo com a oposição do diretório estadual e municipal, Marília recebeu aval da Executiva Nacional para concorrer e então oficializou a sua candidatura em convenção no último dia 16 de setembro.

Confira o plano de governo da candidata:

 
Ricardo Labastier/Divulgação
CABEÇA Marília Arraes encabeça a chapa formada com João Arnaldo - FOTO:Ricardo Labastier/Divulgação

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