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SABATINA

Do episódio de assédio ao futebol: candidatos à presidência do Náutico se posicionam em sabatina da Rádio Jornal

Os três candidatos tiveram espaço de 30 minutos, cada, para responder perguntas dos repórteres do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação

Carolina Fonsêca
Carolina Fonsêca
Publicado em 29/11/2021 às 23:46 | Atualizado em 30/11/2021 às 12:59
RALDNEY ALVES/RÁDIO JORNAL
NÁUTICO Cada candidato teve 30 minutos para responder perguntas sobre projetos para o clube - FOTO: RALDNEY ALVES/RÁDIO JORNAL
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Faltando cerca de cinco dias para as eleições do Náutico, a Rádio Jornal reuniu os três candidatos para uma sabatina. Na noite desta segunda-feira (29), o Fórum Esportivo, comandado por Maciel Júnior, teve a participação dos repórteres Davi Saboya (Blog do Torcedor), João Victor Amorim (Rádio Jornal) e Leonardo Baltar (TV Jornal), que entrevistaram Bruno Becker (Chapa Náutico Sustentável), Plínio Albuquerque (Chapa Inova Náutico) e Diógenes Braga (Chapa Avança Náutico). Cada candidato teve direito a 30 minutos de participação no programa. 

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Na pauta, os assuntos permearam as finanças do Náutico, propostas e principalmente o futebol e a denúncia de assédio feita por Tatiana Roma, ex-diretora da Mulher e de Operações, contra Errisson Melo, agora ex-superintendente financeiro, que marcou toda a última semana do alvirrubro. 

Veja como se posicionou cada candidato sobre o caso de assédio:

Bruno Becker 

Bruno Becker era vice-presidente Jurídico do Náutico à época em que Tatiana procurou o Conselho Deliberativo para denunciar Errison - além disso, ele é amigo pessoal da ex-diretora. Em dado momento do caso, as partes resolveram fazer um acordo, que foi firmado no escritório de advocacia de Becker. Posteriormente, segundo a suposta vítima por não cumprimento do acordo, ela pediu reabertura da denúncia no conselho e também levou o caso à polícia e às redes sociais, tornando o caso público. 

Becker afirmou que sua postura foi de respeitar a vítima e a sua vontade e que lamenta a postura dos que "deveriam ter agido estatutariamente". 

"Minha postura, inicialmente, foi a postura que todo amigo e todo homem deve ter, de respeitar a mulher que é vítima. Se houve um pedido da vítima, que nesse caso é minha amiga, e se não fosse eu trataria do mesmo jeito, a vontade da vítima tem que prevalecer. Se num primeiro momento ela optou por tratar isso internamente, quando eu tive conhecimento, eu tive que respeitar a vontade da vítima, mas isso não me impediu de dar minha opinião internamente", disse.

Durante seu relato, o candidato contou ainda que soube da denúncia quando estava embarcando para Goiás, onde assistiria ao jogo contra o Vila Nova. Ele teria sido informado por Diógenes Braga, atual vice-presidente Executivo e de Futebol, além de candidato à presidência na chapa Avança Náutico. Becker disse também que se reuniu e se posicionou ao retornar ao Recife, afirmando que não poderia atuar para nenhuma das partes por questões éticas. 

"Lamento a postura daqueles que deveriam ter agido estatutariamente e não agiram, preferiram silenciar, engavetar, encobrir um fato lamentável, que precisa ser apurado externamente pela autoridade policial e internamente era pra ter sido apurado pelo presidente do conselho deliberativo dentro de suas atribuições e pelo presidente Executivo, dentro das suas atribuições. Ele deveria ter feito o que fez hoje, em uma nota, dizendo que ele teria que se afastar desse procedimento por ser irmão do acusado. Deveria ter feito isso lá atrás, em setembro. Aliás, muito antes, segundo foi noticiado ele sabia disso desde julho e deveria ter se afastado e entregue a Diógenes, que deveria ter agido de forma firme. Trazer isso para o debate eleitoral é no mínimo uma covardia e talvez seja medo das eleições que estão chegando e de eles serem derrotados nas urnas", completou. 

Veja também: Bruno Becker concede entrevista ao Blog do Torcedor

Plínio Albuquerque 

Também candidato de oposição, encabeçando a chapa Inova Náutico, Plínio Albuquerque afirmou que se o caso da denúncia de assédio feita por Tatiana Roma tivesse acontecido sob sua gestão, ele deixaria o clube caso o suposto assediador não deixasse. 

"Eu que tenho uma criação rígida, de homem, do que é certo e o que é errado, se posicione, tome atitudes de homem, eu entendo que, naquele momento, se algo acontecesse debaixo do meu nariz e eu sou o presidente, vice-presidente ou diretor atuante, seja no Jurídico, no Futebol, onde quer que seja, eu tomo meu posicionamento e meu posicionamento ali seria: "ou essa pessoa sai do clube agora ou eu saio", frisou. 

Para Plínio, quem permaneceu no clube mesmo sabendo do caso e da permanência de Errisson no cargo sem interferências também tem "sua participação". "'Ah, mas é porque é minha amiga'. 'Ah, mas é porque é meu irmão'. 'Ah, mas é porque eu era o vice-presidente e o assunto estava com o Jurídico'. Não. Indicou irmã para ser defensora do acusado e é um absurdo. Então, é um assunto do Ministério Público, judicial, policial, mas a minha posição seria, naquele momento, ou ele sai do clube agora ou quem sai sou eu", garantiu. 

Veja também: Plínio Albuquerque concede entrevista ao Blog do Torcedor

Diógenes Braga

Atual vice-presidente Executivo e de Futebol do Náutico, Diógenes Braga relatou que quando houve a denúncia, o presidente do conselho, Alexandre Carneiro, informou o presidente executivo, Edno Melo, que por sua vez o contou.

"Eu perguntei o que estava sendo feito e ele disse 'está entregue ao Jurídico'. Naquele momento eu estava muito envolvido no futebol, a gente estava tentando um processo de retomada pela briga do acesso e poucos dias após saber disso, o próprio presidente me disse 'olha, as partes se entenderam e o assunto foi resolvido'. E eu dei o assunto como resolvido realmente. Estava mergulhado no futebol e continuei mergulhado no futebol", finalizou. 

Veja também: Diógenes Braga concede entrevista ao Blog do Torcedor

FUTEBOL 

Outro tema central na sabatina foi, naturalmente, o futebol e os planos que cada candidato têm para o carro-chefe do Náutico caso sejam eleitos. Da forma de gerir, composição de diretorias e até o nome que comandará o time na próxima temporada foram assuntos abordados pelos repórteres e candidatos. 

Veja o que pensa cada um deles:

Bruno Becker

Para Becker, a forma ideal de trabalhar com o futebol do Náutico envolve ter uma diretoria que conte com apenas um diretor não-remunerado que fiscalize o trabalho do staff remunerado - executivo, treinador, analista de desempenho. 

"Presidente tem que ser, antes de tudo, um gestor. Ele não pode ser especialista e ninguém consegue ser especialista em tudo. Ele precisa saber gerir, liderar um processo e precisa colocar pessoas que entendam mais do que ele para fazer um link entre os profissionais remunerados e o presidente e assim que vai ser no futebol", explicou. 

"Nós vamos manter a estrutura profissional, que é do executivo, do gerente, do coordenador - o staff profissional vai ser mantido. Todos remunerados e todos especialistas na área. E terá o diretor não-remunerado, que hoje é o vice-presidente, que vai fazer o link com o presidente e informar ao presidente tudo que está acontecendo para que o presidente, enquanto gestor, se posicione quanto aos atos da gestão", acrescentou. 

O candidato da Náutico Sustentável disse ainda que, caso seja eleito, este diretor será Ítalo Braga, e não vê motivo para a criação de um colegiado, uma vez que o diretor é de confiança do presidente e vai apenas supervisionar. "Vai apenas supervisionar o trabalho, os dados técnicos que vão subsidiar toda e qualquer decisão e que são passados pelos profissionais remunerados. Não haveria o vice-presidente de futebol. Haveria o diretor não-remunerado", disse. 

 

Plínio Albuquerque 

Plínio Albuquerque já adiantou que, caso vença a eleição, seu executivo de Futebol será Sangaletti. Além disso, durante a sabatina no Fórum Esportivo, ele reforçou que Hélio dos Anjos permanecerá no cargo de treinador. 

"Hélio é o nosso treinador. Tem contrato com o clube e esse contrato precisa ser respeitado. Eu não vou vir aqui dizer, como eu já ouvi em outras entrevistas o candidato da situação dizer, que isso fica a cargo da diretoria de futebol. Isso é chamar o torcedor de burro. Como é que ele próprio renova o contrato de Hélio por 2022 inteiro e vem à imprensa dizer que isso cabe à diretoria de futebol? Ele mesmo renovou o contrato, Hélio tem contrato até 2022, tem que ser cumprido. Então, ele ser a última pessoa que tem que falar que isso estaria a cargo da diretoria de futebol. Não está a cargo da diretoria de futebol", disse. 

Questionado sobre a possibilidade de Sangaletti querer outro treinador, Plínio foi taxativo: "Quem decide sou eu. Hélio é o treinador". Entretanto, os repórteres questionaram se ele iria de encontro à palavra do seu executivo, o que poderia gerar dificuldades na condução do trabalho. 

"A gente já vem trabalhando, já vem conversando. Hélio é o treinador. A gente já conversou, já está resolvido. Sangaletti gosta muito do trabalho de Hélio. Eu estou falando especificamente do candidato da situação, ele não poderia ter falado isso. Renovar por 2022 e dizer que isso está a cargo da diretoria. Está renovado, ele mesmo renovou, tem que ter convicção nisso. Entre eu, Sangaletti e Hélio está tudo resolvido. Inclusive já tive algumas conversas com Hélio", explicou. 

Diógenes Braga 

Caso vença, Diógenes Braga, que representa a situação do Náutico, pretende ter uma diretoria de futebol composta por três diretores, que se dedicariam a setores diferentes do futebol: técnico, jurídico e financeiro. Ele já tem, inclusive, os nomes definidos. 

"O que a diretoria vai fazer é levar os assuntos para a presidência, como é feito há quatro anos, inclusive. Agora, vai trabalhar com autonomia. Eu não vejo problema de entendimento por uma questão simples: essas três pessoas que são, Gilberto, que vencendo as eleições eu pretendo que ele seja nomeado vice-presidente técnico de futebol, Eduardo Belo, pretendo nomeá-lo como vice-presidente financeiro de futebol e Roberto Selva Filho, vice-presidente jurídico de futebol, essas pessoas já trabalham juntas há pelo menos um ano. Já se entendem muito bem. Então, o entendimento é uma coisa que não vai ter nenhum problema. São pessoas que têm entendimento muito grande e extrema amistosidade. Qualquer um dos três estaria capacitado para ser o vice-presidente de futebol. A gente entende que esse modelo, que é um modelo novo, pode ser interessante e trazer um debate interessante para o clube, já que cada um vai ter uma seara mais específica que vai poder aprofundar, inclusive passando segurança para os seus pares", destacou. 

 

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