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Recife e outras capitais entram em alerta crítico com avanço da variante ômicron; saiba mais

Capitais brasileiras e outras cidades entraram em alerta intermediário e crítico. Veja impactos na saúde e turismo

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Agência Brasil, Flávio Oliveira

Publicado em 13/01/2022 às 12:06
Teste do Plano Nacional de Testagem para a Covid-19, na Feira dos Importados, em Brasília. - MARCELO CAMARGO/ABR/ILUSTRATIVA

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou uma nota técnica na última quarta-feira (12) informando que um terço das unidades da federação e 10 capitais encontram-se nas zonas de alerta intermediário e crítico, segundo análise das taxas do dia 10 de janeiro em comparação com a série histórica e considerando a ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS). 

De acordo com o Observatório Covid-19 da Fiocruz, entre as capitais, Fortaleza (88%), Recife (80%), Belo Horizonte (84%) e Goiânia (94%) estão na zona de alerta crítico e Porto Velho (76%), Macapá (60%), Maceió (68%), Salvador (68%), Vitória (77%) e Brasília (74%) na zona de alerta intermediário.

Ocupação dos leitos

Segundo a análise, até o momento, o patamar de leitos é diferente do verificado em 2021, mas a fundação alerta para um crescimento nas taxas de ocupação de leitos de UTI diante da ampla e rápida proliferação da variante ômicron no Brasil. Entretanto a Fiocruz avalia que "menções a um possível colapso no sistema de saúde, neste momento, são incomparáveis com o que foi vivenciado em 2021".

De acordo com os pesquisadores do Observatório Covid-19, o número de internações em UTI hoje ainda é predominantemente muito menor do que aquele observado em 2 de agosto do ano passado, por exemplo, quando leitos começavam a ser retirados, mas ressalta que o grande volume de casos já está demandando de gestores atenção e o acionamento de planos de contingência.

"Sem minimizar preocupações com o novo momento da pandemia, consideramos fundamental ratificar a ideia de que temos um outro cenário com a vacinação e as próprias características das manifestações da covid-19 pela Ômicron. Não podemos deixar de considerar o fato de a ocupação de leitos de UTI hoje também refletir o uso de serviços complexos requeridos por casos da variante Delta e casos de Influenza", disseram os pesquisadores.

Os pesquisadores alertam ainda que é importante também reorganizar a rede de serviços de saúde por conta dos desfalques de profissionais afastados por contrair a infecção, garantir a atuação eficiente da atenção primária em saúde no atendimento a pacientes empregando, por exemplo, teleatendimento, e prosseguir com a vacinação da população.

Situação dos voos

O aumento de casos da Covid-19 e de Influenza A H3N2 também afetou o setor aéreo. A disseminação das doenças entre tripulantes das companhia aéreas continua aumentando e gerando reflexos em aeroportos de todo o Brasil, inclusive o do Recife.

Segundo o site da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), apenas ne última terça (11), 12 voos (sendo 11 voos Azul e um da Latam) foram cancelados.

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