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Já existem indícios de que Bolsonaro recebia informações da Abin paralela, indica PF

PF aponta já ter indícios de que Bolsonaro recebia informações da Abin paralela

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Cynara Maíra

Publicado em 02/02/2024 às 12:05
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As provas conseguidas pela Polícia Federal nas fases da operação Vigilância Aproximada até o momento trazem indícios de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) era uma das pessoas que recebiam as informações produzidas pela Abin paralela, setor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que realizava monitoramento ilegal

PF VÊ INDÍCIOS DE BOLSONARO RECEBIA INFORMAÇÕES ADQUIRIDAS POR ESPIONAGEM ILEGAL NA ABIN

É indicado pelo portal Uol que a PF enviou para Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) provas colhidas que sugerem a possibilidade de Jair Bolsonaro ser um dos destinatários das informações obtidas ilegalmente pela Abin. 

A Polícia Federal acredita que essas suspeitas serão mais detalhadas com a inserção das provas conseguidas durante as buscas e apreensões contra o ex-diretor da Abin, o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). 

Até o momento, as investigações da PF levam a entender que os materiais produzidos dentro da Abin paralela era enviado em formato impresso para o ex-presidente Bolsonaro no Palácio do Planalto. Essa questão se une às apurações de que Bolsonaro tentava interferir dentro da Polícia Federal quando liderava o país. 

Entre um dos pontos que reforça essa lógica está a descoberta de que Alexandre Ramagem imprimiu em 2020 duas listas de investigações eleitorais ainda em tramitação pela PF. Como o ex-presidente tentava ter o controle da Superintendência da PF do Rio de Janeiro, faz sentido que Ramagem tenha conseguido os documentos para Bolsonaro

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, também aponta que o número de monitoramentos ilegais aumentaram durante as eleições de 2020, com metade das consultas apresentadas no sistema sendo dessa época. 

Ainda existe apuração para entender se Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), sabia sobre o sistema de monitoramento ilegal. 

Sobre o tema, o ex-presidente Bolsonaro relatou em uma live no último domingo (28) que a investigação sobre uma Abin paralela é uma "narrativa" e defendeu a integridade de Alexandre Ramagem. 

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